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NOSSO ipê florido e belo!

UMA das raras vantagens do inverno, além do chocolate quente e do fogão à lenha, é a bela vista de uma árvore florida. Na vida já plantei muitas árvores. Algumas, porém, não vingaram. Ao nos mudarmos para este bairro – e já se vão sete anos -, decidimos plantar essas três árvores, duas delas próprias da região Sul com suas estações bem definidas: verão, outono, inverno e primavera. Esses dois pinheiros longilíneos são belos e, ao longe, já indicam o encanto e a quietude de nosso aconchegante lar (doce lar). Mas a árvore que verdadeiramente nos encanta é o ipê amarelo, que não é próprio desta região mas que a ela se adapta perfeitamente.

Tardio ou precoce – como este humilde blogueiro – esse lindo ipê, ansioso como eu, não consegue esperar o setembro primaveril, quando é a época das flores; insiste em exibir a sua belíssima e vistosa florida ainda em agosto, quando ainda inverno. Talvez queira distinguir-se, vaidoso como também é o dono, dos demais que ainda estão desfolhados.

Uma bela criação divina!

L.s.N.S.J.C.!

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WALTER Pinto e 1932!

ACABEI de ler 1932 A Revolução Constitucionalista no Baixo Amazonas, excelente livro de Walter Pinto de Oliveira, nosso amigo virtual de Facebook.

“1932”, obra de Walter Pinto de Oliveira, que se ombreia a outras excelentes obras de nossa história do século 20

A pena magistral de Walter Pinto nos revela o desconhecido levante acontecido em 1932 no 4º Grupo de Artilharia da Costa, quartel do Exército Brasileiro sediado em Óbidos, Pará. Era a época da Revolução Constitucionalista, movimento armado que o Estado de São Paulo perpetrou contra o governo federal de Getúlio Vargas, e que tinha como bandeira uma nova constituição brasileira.

Poucos sabem que a luta dos paulistas buscou também envolver outros estados da federação. O Pará foi um deles. Por que poucos sabem? É aí que entra o autor que, além de contar a história com detalhes buscados nos arquivos da época, também nos traz o contraponto e a razão de o episódio ter sido varrido para baixo do tapete da história: Joaquim de Magalhães Cardoso Barata, o interventor federal de então.

As refregas não foram moles. É interessante saber que o povo de Óbidos já havia sofrido outra experiência traumática: a Revolução de 1924, em que o tenente Magalhães Barata foi um dos protagonistas. Derrotado o movimento, Barata acabou preso. Seis anos depois, porém, sobrevém a Revolução de 1930, ou a Revolução de Outubro, como prefere o autor. Barata assume como interventor.

São Paulo, não assimilando a derrota, pega em armas. Era preciso que as tropas federais ficassem ocupadas em seus respectivos estados de origem, não reforçando os contingentes militares em luta na Revolução de 1932. Essa é uma das razões que ensejaram o levante em Óbidos, localidade estratégica por situar-se no ponto mais estreito do Amazonas entre duas capitais amazônicas: Manaus e Belém. Tomando o quartel, ficava fácil controlar as embarcações em trânsito entre uma cidade e outra, controlando tropas, cidadãos e bens.

Vejam que o autor também, além das causas e consequências e da luta em si mesma, também um pensamento que se chama imaginário social, teorizado pelo polonês Bronislaw Baczko. Com efeito, o que se seguiu foi a tentativa de um silenciamento dos vencidos, prevalecendo a versão dos vencedores. Nessa esteira, os primeiros foram demonizados enquanto estes últimos, os vencedores, passaram a ser endeusados, numa distorção dos fatos.

Dona Raimunda Corrêa, falecida professora primária que foi minha sogra, contava-nos que qualquer pequeno comerciante que não manifestasse apoio a Barata sofria com barbaridade policial, que punha tudo a baixo. Portanto, a ameaça do interventor de fazer de Óbidos um “porto de lenha” faz todo o sentido. Barata era populista, mas um populista no sentido negativo da palavra em que a violência imperava contra seus opositores.

Duas razões podemos indicar para o fracasso da revolta de Óbidos: uma, a ostensiva presença do tal coronel Pompa, chamando a atenção para as autoridades e população locais; outra, a ação providencial de Leônidas Gomes, agente sanitário, que remou durante dezoito horas para chegar a Santarém e alertar o prefeito local.

Como interesse pessoal, descobri vários pontos relativos à carreira militar que até então eu desconhecia. Os praças da época não tinham estabilidade – essa é uma delas. Outra: não havia a graduação intermediária de subtenente. Outros aspectos, como o sistema de promoções adotado pelo Exército e a reinclusão de militares anistiados foram pontos de discórdia também explorados por Pompa, o enviado da Revolução para rebelar o quartel de Óbidos. Aliás, também odiavam os oficiais – coisa também não incomum na caserna.

Um excelente livro que conta uma interessante história que o baratismo quis de nós esconder.

L.s.N.S.J.C.!

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APRESENTADO em 4 de julho!

FAZ hoje exatamente vinte anos que retornei à Base Aérea de Belém, após um estágio de três meses em Belo Horizonte. Ninguém soube, mas eu me atrasei em um dia. Era para eu ter chegado no dia anterior, 3 de julho. Ocorreu, no entanto, um sério contratempo que me fez adiar por 24 horas a data oficial de apresentação ao comandante da Unidade militar.

Eu estava em Brasília fazia seis anos.

Formei-me em 16 de maio. Nesta foto, este blogueiro e o sr. Manoel Valentim, meu pai, descerramos a placa alusiva à turma de novos oficiais.

Do mês de maio para junho de 2001 ocorreu um apagão financeiro nos sistemas do Comando da Aeronáutica, de forma que qualquer pagamento extra (não contando o pagamento dos vencimentos normais) teve que ser postergado até que voltasse o sistema à normalidade. Assim, as organizações pagadores da Aeronáutica somente dispunham da reserva correspondente aos descontos internos, sendo que por doutrina cada tesouraria tinha de dispor ao menos do quantitativo financeiro para fazer frente as emergências de pessoal como auxílio funeral. O meu caso – movimentação – não se enquadrava como emergência ou urgência.

Nesse mês de maio ocorreu a minha formatura no CIAAR, com a minha classificação em Belém. Precisava de dinheiro para custear a mudança, devendo pagar a primeira parcela para a Transportadora Granero. Além disso, também precisava comprar passagens aéreas. Fui ao gestor de finanças, um tenente-coronel intendente, e este me tratou muito mal.

E agora, o que fazer?

Disse-me um amigo que ele é um cara sortudo e azarado ao mesmo tempo. Eu também sou. O sistema, ao que eu soubesse, até então nunca havia experimentado uma situação como aquela. E foi ocorrer justamente na época de minha movimentação. Já havia sido desligado da Unidade anterior, de forma que já se contavam os dias para a minha chegada em Belém.

Já não sabia como fazer para me apresentar na unidade de destino.

Ocorre que na mesma Organização pagadora (que era o Sexto Comando Aéreo Regional – VI COMAR) servia também um tenente-coronel intendente que eu conhecia desde que ele era tenente, em Anápolis. Era o tenente-coronel Monteiro, bem mais antigo hierarquicamente que o outro tenente-coronel, o tal gestor de finanças que se negou a me atender. Contando-lhe o meu drama, ele mandou alguém providenciar um documento, a gente na FAB chama de “cautela”, que nada mais é do que uma autorização de adiantamento financeiro. Ele exercia um cargo de fiscalização, que chamamos de Agente de Controle Interno, e após ter assinado a “cautela”, levou o documento para a autorização do comandante da Unidade, que era um major-brigadeiro.

Certamente o gestor de finanças não ficou nada satisfeito, mas como em quartel manda quem pode e obedece quem tem juízo, ele acabou atendendo ao documento assinado por esse outro oficial, que se mostrou compreensivo para comigo. Até porque estava lá a ordem do brigadeiro, e ele teve que engolir esse sapo.

Azar por ter ocorrido uma falha no sistema justamente na minha época de ser movimentado, nem um mês antes, nem um mês depois; boa sorte por ter reencontrado um oficial que era gente boa, fato raro na caserna.

Quando o caminhão da empresa finalmente chegou à minha casa para fazer a mudança, a data para a minha apresentação já se encontrava prestes a vencer. Foi o tempo de comprar passagens aéreas e, tendo chegado a Belém já no dia 3 de julho, somente pude me apresentar na manhã do dia seguinte, 4 de julho. Atrasei-me um dia, porém, por experiência, sabia que esse atraso não seria notado pelo setor de recursos humanos. Foi o que aconteceu.

Noutras épocas de movimentação, sempre algo ocorria. Mas, para não alongar mais este texto, esses outros contratempos deixo para contar outra vez.

O fato é que cheguei em 4 de julho, e isto faz hoje exatamente vinte anos.

L.s.N.S.J.C.!

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O PAÍS dos militares!

OLÁ, amigos (as)!

Vou inaugurar a coluna com a indicação de um livro que acabou de sair do forno. Trata-se de “O país dos Militares e dos Bacharéis” do escritor e amigo Antônio Valentim. A obra é uma releitura irreverente e histórica, como define o próprio autor, de como as mazelas da sociedade brasileira cinquentista refletiam-se nas casernas, no mergulho que o mesmo faz nos mares pouco navegados da hierarquia, disciplina e autoridade, que tive a honra e o prazer de prefaciar.

Nos idos da segunda década desse século, mais ou menos ali entre 2010 e 2012, eu interagia intensamente no blog do jornalista paraense e comentarista esportivo, o grande baionense Gerson Nogueira.

Era o tempo de ápice dos blogs!

Esse do amigo jornalista reunia futebol, política e conjuntura nacional, sempre tabelando (usando aqui a linguagem da bola) com as temáticas progressistas e de esquerda, congregando usuais comentadores, que o Gerson chamava de “baluartes”. Entre esses, conheci Antonio Valentim.

Quando o assunto era o nosso glorioso Clube do Remo, era comum o amigo Valentim comentar, com estilo, requinte e excelente memória.

Passei a admirar este amigo!

Mais ainda, ao saber que era reservista da Aeronáutica, Força Militar à qual sou lotado como servidor civil, na qualidade de professor de História de uma de suas mais tradicionais escolas, a “Escola Tenente Rêgo Barros” – ETRB, atualmente, CTRB, “Colégio Tenente Rego Barros”.

Aos poucos, Valentim revelou-se mais que um comentador de futebol.

Percebi nele um autêntico contador de histórias e um ser social incrível, com capacidade enorme de abraçar causas sociais, dotado de elevada consciência política, algo raro em se tratando de um militar, em especial, dessa atual geração. Um espírito sensível, humanista, democrata e idealista por uma sociedade justa e sem desigualdades. 

Deu-me a honra, esse precioso amigo, de prefaciar sua obra. 

O país dos militares e dos bacharéis; uma releitura da sociedade brasileira da década de 1950 e seus aspectos históricos, políticos e sociológicos”, é o que se propõe a ser: uma releitura, sem estigmas, das representações que fazemos da disciplina, hierarquia e autoridade na caserna, a partir de seu “lugar de fala”.

Sem melindres ou controle de farda, Valentim nos envia aos escaninhos da memória, lugar social e atemporal, perfazendo as tortuosas trilhas das relações entre as forças militares e a sociedade civil. 

Em meio à memória, pesquisas, fundamentos, Valentim descortina bastidores da intricada sobreposição das Forças Armadas na sociedade política, na qual sujeitos das baionetas incursionam na gramática do poder e das leis. Nesse contexto, parecem estar enraizadas as velhas fantasmagorias do Estado de Terror e da história do medo na sociedade civil brasileira.

Um capítulo especial, nesse tecido da memória, está reservado à Revolta de Jacareacanga, historicamente classificada como tentativa de golpe frustrada, executada pelos militares, ao governo de Juscelino Kubitschek. Duas semanas após a posse de JK, a 11 de fevereiro de 1956, ocorreu a Revolta de Jacareacanga, no Pará, liderada pelo major-aviador Haroldo Veloso e pelo capitão-aviador José Chaves Lameirão. Acusavam o presidente de supostas associações com grupos financeiros internacionais para a entrega de petróleo e minerais estratégicos, e de infiltração comunista nos postos militares de alto-comando. 

Em 3 de dezembro de 1959, em Aragarças, interior de Goiás, eclodia uma nova rebelião, com a participação de dez oficiais da Aeronáutica, três do Exército e alguns civis mais radicais ligados às ideias do político Carlos Lacerda.

Os rebeldes denunciavam “a conspiração comunista em marcha”, que seria inspirada pelo governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola. Iniciou-se com o sequestro do primeiro avião brasileiro, do modelo “Constellation” da empresa Panair. Em 36 horas, o movimento foi debelado através da conciliação e anistia aos rebeldes. 

As duas revoltas têm entre si, pontos de conexões anticomunistas e embrionárias aos ideais da futura “Redentora de 1964”. Com extrema maestria, Valentim expõe os meandros de Jacareacanga, assim como sua conexão com Aragarças, em torno de fatos e histórias pouco contadas pela historiografia, inclusive a militar. 

Do ponto de vista do olhar sociológico e histórico, nada escapa ao autor: racismo, divisão de classes, preconceitos, arbítrios, todas as mazelas sociais oriundas da estrutura capitalista, estão nesse livro.

O objetivo central reside em demonstrar o funcionamento da máquina de representações utilizada pelas Forças Armadas, para consolidar a relação entre o poder militar e o Estado, ainda que, em várias passagens.

Valentim não se intimida em acionar o chiste e bem pontuado “baixo calão” apropriadamente usado, diga-se de passagem. 

Sem a pretensão da escrita histórica, como bem afirma o autor, “A História – a real e não a escrita – não se comporta feito uma ciência exata, como a Física e a Matemática. Ela é humana, sujeita às inúmeras instabilidades humanas, por isso não é insípida. Os atores não são feitos de gelo ou de metal. Os episódios históricos são frutos de interesses humanos”.

Nessa rememoração, a narrativa de Valentim articula, como diria Paul Ricoeur, três sujeitos de atribuição da lembrança e da memória: o “eu” (autor) o “coletivo” (as FFAA) e os “próximos” (sociedade). Com isso, descortinam-se mitos, entre os quais, a separação entre “militarismo” e “sociedade”. 

A vida nas casernas se alimenta na sociedade e nela retroage. Muito mais do que se imagina, os fatos, segundo o autor, em sua conclusão, são provocados e “pessoas – gente de carne e osso – são induzidas à ação, de forma que os acontecimentos são processados de tal maneira que acabam passando a ideia de que o produto histórico surgiu por mera obra do destino. Estão aí para legitimá-los a mídia, o sistema judiciário e outros controles ideológicos do Estado”. 

No intuito de tecermos juntos os fios do tapete que ornamenta os quartéis, o autor nos convida a entrar nas salas, alojamentos e ranchos, dos Comandos, Comandantes e Comandados.

Vale à pena entrar.

Sigamos, portanto, nosso baluarte!

Serviço: 

O livro O País dos Militares e dos Bacharéis está à venda na Livraria Confraria do Livro, Cipriano Santos, 211 em Canudos, quase de canto com a Nina Ribeiro, duas ruas após o Terminal Rodoviário de Belém. Você também pode comprar pela internet, no seguinte endereço:

http://www.autografia.com.br/produto/o-pais-dos-militares-e-dos-bachareis/

Em Dois Vizinhos – PR: Livraria Copo-de-Leite.

Ou mesmo com o autor.

*Cássio de Andrade possui graduação em Licenciatura Plena em História pela Universidade Federal do Pará (1990) e Mestrado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Pará (2006). Foi Doutorando em Sociologia pelo PPGCS/CFCH/UFPA. Atualmente é professor do ensino médio da Escola de Ensino Fundamental e Médio Tenente Rego Barros. É também pesquisador associado da Universidade do Estado do Pará, professor da Secretaria Executiva de Educação e professor da Secretaria Municipal de Educação de Belém.

(Diógenes Brandão, 10jun2021)

L.s.N.S.J.C.!

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CAPITÃO da Aeronáutica lança livro sobre a Força Aérea Brasileira!

O AUTOR Antonio Valentim, capitão da Aeronáutica com 30 anos de experiência militar, lança o livro “O País dos Militares e dos Bacharéis”, no qual aborda as ações políticas da FAB, Força Aérea Brasileira, na década de 50. Inserindo na obra toda a sua vivência como militar, o autor reflete também sobre as questões históricas e sociológicas no ramo, como o racismo, a divisão de classes e as hierarquias, pontos muito presentes entre os militares.

Em entrevista ao Blog Autografia, Antonio conta mais sobre sua trajetória pessoal e profissional: “De família pobre, em 1977 tive a rara oportunidade de ingressar na Força Aérea Brasileira, Escola de Especialistas. Foi com base nessa experiência que resolvi escrever. Sendo autodidata, somente agora, já na terceira idade, tive contato com o meio acadêmico – faço atualmente o Curso de Letras pela Universidade Paranaense, a concluir neste ano. Passei por três casamentos, dois divórcios, resultando na numerosa prole de sete filhos (seis filhas, um filho). Sendo escrevente de quartel, a ideia de escrever era um sonho antigo, porém, devido às tribulações da vida, somente agora reuni as condições para tal”.

A inspiração para o autor produzir a obra surgiu através da Aeronáutica, mas também de uma história contada por seu pai, Manuel Valentim Moreira: “Ele contou-me sobre o brigadeiro Velloso, oficial-aviador que se envolveu em política partidária e acabou falecendo em decorrência de um ferimento recebido. Isto chamou-me a atenção para os aspectos políticos nos quais os militares costumavam se envolver amiúde, mormente numa determinada época de nossa história. Com isso, aprofundei-me nas pesquisas, resultando desse trabalho este livro. Também me inspirei num ex-colega de farda, o amigo José Augusto Moita, que escreveu o livro ‘Canudos ou Belo Monte: um outro olhar’. A produção da minha obra começou com o ‘BLOGUE do Valentim’. As ideias foram fluindo naturalmente à medida que eu mergulhava nas fontes (foram mais de sessenta obras consultadas). Ao final, pedi ao professor Cássio de Andrade, meu conterrâneo, que prefaciasse o livro”, relata ele.

Para Antonio, publicar o livro é realizar um sonho de décadas, o que traz uma sensação indescritível a um autor iniciante como ele: “As expectativas daqui pra frente são naturalmente em relação à receptividade que terá a obra dentre o público leitor brasileiro. Sabemos pela experiência que não é fácil a vida de escritor num país onde a maioria da população padece de toda a sorte de dificuldades, em que é minguada a parcela de leitores. Mesmo assim buscaremos o êxito nessa empreitada tão singular. Deixo um recado: ainda que estejamos em pleno século da tecnologia digital, procurem valorizar o livro impresso – ou mesmo na forma de e-book – e os nossos autores, principalmente os brasileiros. E não deixem de acreditar nos seus sonhos, que um dia concretizar-se-ão”. O livro “O País dos Militares e dos Bacharéis” está à venda em nossa loja online, adquira o seu exemplar clicando aqui!

Você encontra o livro em:

  1. loja on line da editora: https://www.autografia.com.br/produto/o-pais-dos-militares-e-dos-bachareis/
  2. em Belém – PA: Confraria do Livro – av. Cipriano Santos, 211 – São Braz.
  3. em Dois Vizinhos – PR: Papelaria Copo-de-Leite
  4. Com o autor: PiX: 23409240144

(Blog Autografia)

L.s.N.S.J.C.!

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QUEM disse que livro de história tem que ser chato?

O País dos Militares e dos Bacharéis é uma obra sem similares. Redigida em linguagem simples, ao mesmo tempo em que se enquadra como retrato de uma época, possui a pretensão de ser sociológica, uma vez que alude às origens sociais dos militares, em especial os da Aeronáutica – força à qual pertenço.

Antonio Valentim (arquivo pessoal)

Eu, Antonio Valentim, com base também na experiência de trinta anos de quartel, procuro focalizar a FAB e suas ações políticas na década de 1950. O texto não tem a preocupação de seguir uma linearidade temporal, embora os capítulos estejam ordenados em sequência cronológica. Por isso, com frequência abrimos parêntesis para apresentar situações passadas ou futuras. Ao mesmo tempo, apresento ao leitor ilustrações e comprovações do que estou narrando, sustentado em autores conhecidos ou não do grande público, numa farta bibliografia.

A brasilidade é outra características das páginas de O País dos Militares e dos Bacharéis. Sendo este autor três vezes brasileiro – produto genético do cruzamento do europeu com o africano e o nativo – faz neste livro homenagem ao país ao mencionar o estado de origem dos personagens ou mesmo dos autores consultados.

Uma obra tal como um livro, um filme, uma peça teatral, nasce da vontade de quem a idealiza. Ou talvez não. Quem sabe não nasça do acaso, da imaginação, de um olhar?

Acaba de chegar às minhas mãos as 348 páginas de O País dos Militares e dos Bacharéis, que redigi em seis meses. Mas não começou aí. Como eu mesmo digo naquelas páginas o sr. Manoel Valentim, meu falecido pai, ao mencionar o nome do brigadeiro Veloso e suas ações políticas, despertou em mim o gene da curiosidade histórica. Quem teria sido Veloso? Não havia outro caminho senão descobrir.

Antes – é bom dizer – já havia em mim a habilidade, ainda que pequena, da escrita, escrevente de quartel que fui desde 1979, quando cheguei a Anápolis. Essa era uma das condições que já reunia e que me inclinava às escrivinhanças, que até então se reduziam aos ofícios, partes, memorandos, relatórios e outras papeladas aeronáuticas.

Era preciso a motivação e a oportunidade. A motivação deu-me o saudoso pai, e a oportunidade viria mais tarde.

E está aí o resultado de exaustivas pesquisas em que debrucei-me sobre oitenta fontes, entre livros de todas as épocas e de autores conhecidos e desconhecidos, e de revistas, jornais e arquivos de época.

Boa leitura!

L.s.N.S.J.C.!