HELICÓPTEROS da FAB participam de operação de combate ao tráfico de drogas

A Força Aérea Brasileira (FAB) participou, recentemente, de uma operação para combater o plantio de maconha no Sertão Nordestino, principalmente nos Estados de Pernambuco e Bahia. A missão destruiu 294 mil mudas e derrubou 394 mil pés da droga, tirando de circulação aproximadamente 117 toneladas do entorpecentes. Os helicópteros transportaram policiais federais de diversos Estados para desmantelar o plantio e produção da droga na região. Os policiais consideraram determinante o apoio da FAB à operação para o combate ao tráfico de entorpecentes, impedindo a disseminação de grande parte da droga produzida na região.

Na primeira etapa da operação, nos municípios de Carnaubeira da Penha, Cabrobó, Betânia, Belém do São Francisco, Orocó, Santa Maria da Boa Vista, Floresta, Salgueiro e ilhas do rio São Francisco, foram destruídas 131 roças com 294 mil mudas, 337 mil pés de maconha e 39 quilos prensados que, que totalizariam 101 toneladas da droga pronta para a comercialização. Na etapa seguinte, já no Estado da Bahia, foram destruídos cerca de 57 mil pés da planta, tirando de circulação 16 toneladas de maconha nos municípios de Sobradinho, Casanova e Juazeiro.

(Fonte: Agência Força Aérea – www. fab.mil.br)

PENSAMENTO do dia:

‘NO MUNDO há dois tipos de pessoas: as que trabalham e as que levam o crédito. Fique no primeiro grupo, onde há menos concorrência’. Indira Gandhi

LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

DANILO Marques Moura!

(Continuação da postagem do dia 21fev.2011)

 

CONTINUOU caminhando para o Sul. Sempre na estrada principal. Chegou a Padova. Cidade importante, entroncamento ferroviário e de estradas de rodagem que derivam para Vicenza, Mestre e Veneza. Devia evitá-la, contornando-a. O Inglês dizia que era assim. Mas ele não era da mesma opinião. Atravessou-a de ponta a ponta sem conhecer as ruas, na direção que julgou (e acertou) que o conduziria à saída da cidade, com destino ao Pó. Encontrou muitos alemães em seu caminho pela cidade. Não se preocupou com eles e eles tampouco com a sua figura. Havia muita gente esquisita vagando pelas estradas e cidades italianas. Considerou-se um destes. Já estava mais seguro de seu papel de italiano sbagliato, ruvinato, destruto, mallato e muitos outros adjetivos italianos que ele enrolava na sua história, mais enrolada ainda por sua língua ferida, mas que sempre lhe conseguia comida e lugar para dormir.
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Parece que sem atropelos atravessou Padova. Veio descendo rumo ao Sul, sempre pela estrada principal. Sujo, mal alimentado, barbado, com a língua inchada na boca. Sua aparência era mesmo de um pobre italiano abandonando a cidade natal, em busca de outra em melhores condições, ou à procura de parentes que sempre dizia possuir. As estradas enchiam-se desses pobres coitados que, não mais podendo servir aos alemães em suas fábricas, ou outros trabalhos, procuravam suas casas, encontrando-as às vezes, quando ainda não haviam sido bombardeadas ou ocupadas. O êxodo era constante em todas as direções. Entre eles ia o nosso gaúcho caminhando para sua base.
O dia do pagamento se aproximava e, assim, tinha que andar mais depressa.
Caminhando sempre, enfrentando situações delicadíssimas, privando com os estropiados das estradas, dormindo em estábulos mal cheirosos, mas que não o aborreciam muito, pois o máximo que poderia acontecer era ficar um pouco mais sujo, e o seu cheiro, também, há muito que não era o de rosas. Sempre pela estrada principal, deixou para trás Monsélice, Stanghella, Rovigo (cidade fortemente defendida e vigiada, em virtude de ali existir uma fábrica de um gás qualquer, que era usado como combustível em motores a explosão), Arqua e Polesella, até que finalmente encontrou o rio Pó.

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DANILO Marques Moura!

(Continuação da postagem Danilo Moura)

 

 
Um elemento de aviões P-47 Thunderbolt, do 1º Grupo de Aviação de Caça, alça voo rumo ao norte da poeirenta pista de Tarquínia. Os P-47 costumavam decolar pesados, pois normalmente estavam repletos de combustível, bombas e munição 

A MADRUGADA encontrou-o entorpecido, sonolento, abatido pelo cansaço, porém não vencido. Como havia lhe prometido, o italiano voltou, trazendo-lhe comida. Alimentou-se como pôde, pois o apetite não podia ser grande. As primeiras 24 horas tinham passado e ele não havia sido descoberto. Se o Inglês sabia mesmo o que dizia, a sua possibilidade de fuga aumentara um pouco. Mais animado, convenceu o camponês de arranjar-lhe umas roupas civis em troca das suas. O pobre italiano, embora relutante, concordou, ficando com a sua roupa de voo. O gaúcho vestiu a roupa velha e surrada que conseguiu, conservando as calças de gabardine de lã do uniforme e as botinas, que pintou de preto, ainda com o auxílio do italiano. Ficou de posse de sua bolsa de fuga, com algum dinheiro italiano e com a bússola, os fósforos, os medicamentos especiais e os mapas da região estampados em seda. Distribuiu o que restou da bolsa de fuga pelos bolsos de sua nova roupa velha. Inadvertidamente conservou o seu relógio de pulso. Não pensou naquilo, só muito mais tarde notou que o conservava no pulso. Agora, com boné velho na cabeça, com uma broa bem italiana amarrada em um lenço estampado em vermelho metido debaixo do braço, como o costume da terra, com a sua famosa barba azulada de um dia de idade, poderia passar bem por qualquer italiano da Calábria. O seu moreno carregado e o seu otimismo invulgar lhe davam esta pretensão.
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Metido nesta roupagem, começou a sua fuga original. Com a ajuda de seus mapas e muito mais com ajuda do italiano, orientou-se na região em que se encontrava. Voando, a coisa era muito mais fácil do que em terra, afirmou o gaúcho. Não havia nenhuma referência à mão… o Inglês do Army (Serviço Secreto) havia ensinado em suas aulas como deveria proceder em situações como a que se encontrava o nosso herói. Sim, devia seguir o caminho mais próximo de gente amiga, ou seguir para as montanhas, onde sabia existirem os partisanos, ou ainda procurar alcançar a fronteira suíça e ser internado.

 

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ESQUADRÃO Flexa completou 7 anos de serviço

A SIRENE toca em um hangar na Base Aérea de Campo Grande. Em poucos minutos, um A-29 Super Tucano, do Terceiro Esquadrão do Terceiro Grupo de Aviação (3º/3º GAv), conhecido como Esquadrão Flecha, equipado com metralhadoras, decola. A missão é interceptar uma aeronave que voa sem identificação na região. Após seguir as orientações dos controladores da Defesa Aérea, o A-29 está lado a lado com o avião sem plano de voo. O piloto militar passa instruções para o interceptado e pede para que ele o acompanhe até uma pista, onde autoridades policiais estão prontas para realizar a investigação.

Missões assim se repetiram inúmeras vezes nos últimos anos. Em sete anos de vida, o Esquadrão Flecha contribuiu para que o tráfego sem controle nesse sensível espaço aéreo diminuísse consideravelmente. Com uma equipe de alerta 24 horas do dia, em todos os dias do ano, os Flechas são responsáveis por guardar e proteger extenso espaço aéreo, que abrange as fronteiras com o Paraguai e Bolívia, além de ser uma unidade de formação de líderes de esquadrilha de Aviação de Caça.

O Esquadrão faz parte da família dos “terceiros”, que conta com o 1º/3º GAV, Esquadrão Escorpião, sediado na Base Aérea de Boa Vista, e o 2º/3º GAV, Esquadrão Grifo, instalado na Base Aérea de Porto Velho.

A atuação do Esquadrão Flecha acontece em parceria com outras unidades da Força Aérea. O 2º/6º GAV, sediado na Base Aérea de Anápolis, que opera as modernas aeronaves R-99, equipadas com potente radar que detecta qualquer tipo de voo, a qualquer altitude, num raio de 250 km. Além dele, o Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Jaraguari (DTCEA-JGI), que possui um radar de solo com grande alcance, tem papel decisivo nessa atuação. Essas Unidades auxiliam na interceptação dos tráfegos desconhecidos, orientando o piloto do Esquadrão Flecha.

 

No dia 11 de fevereiro, os Flechas comemoraram sete anos de existência, com uma solenidade militar na Base Aérea de Campo Grande. A cerimônia contou, entre diversas outras autoridades civis e militares, com a presença do Presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Carlos Alberto Marques Soares; dos Ministros do STM, Almirante de Esquadra Álvaro Luiz Pinto e  Olympio Pereira da Silva; do Comandante Militar do Oeste, General-de-Exército João Francisco Ferreira; do Comandante de Defesa Aeroespecial, Major-Brigadeiro Gerson Nogueira Machado; e do Comandante da Terceira Força Aérea (III FAE), Major-Brigadeiro-do-Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez.

(extraído de http://www.fab.mil.br, acessado em 16fev.2011)

HOJE, 16fev., é dia do repórter. Parabéns a essa turma que deixa a gente sempre bem informado.

PENSAMENTO do dia:

‘TUDO que uma pessoa pode imaginar, outras podem tornar real.’ Júlio Verne

LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

 

DANILO Marques Moura!

(Continuação da postagem de 08fev.2011)

Danilo em um dos raros momentos de lazer, junto a seus irmãos, também militares.

DEVIDO à missão de que se ocupava na ocasião – metralhamento de composições ferroviárias num entroncamento fortemente defendido –, devia ter saltado à baixa altura, o que não encorajava a prognósticos muito otimistas acerca de sua “caveira”. Sentiu-se a falta do gaúcho, mas a guerra continuava, e se não tivesse sido ele seria um outro qualquer de nós. Não havia tempo para lamentações. Talvez por respeito, por sentimento, ou qualquer outro motivo, suas anedotas não eram mais contadas, mas lembradas com um cunho de saudades. Sua voz estridente não era mais ouvida na garagem, e penso mesmo que os praças que comandava sentiram a falta de suas ordens aparentemente gritadas, na maneira características que todos gozavam. Ele não voltou naquela manhã de inverno. O que teria acontecido? Era a dúvida de todos. Os dias se passaram e logo o pessoal se conformou, e a alegria foi até maior quando da sua volta, após sua fuga excepcional, que só ele mesmo conseguiria realizar com êxito.

O Gaúcho foi abatido, por armas automáticas, muito distante de nossa base, Pisa. Aproximadamente uma distância equivalente entre as cidades de Rio de Janeiro e São Paulo, ou talvez mais. Saltou a baixa altura e, como Deus também é gaúcho, chegou ao solo com felicidade, nada mais lhe acontecendo do que um corte na língua, que mais tarde lhe foi providencial. Conta ele que, ao chegar ao chão -– o que aconteceu muito rápido, pois o pára-quedas apenas se abriu, ele sentiu o tranco e logo em seguida tocou ao solo, mordendo a língua neste momento -–, ficou um pouco desorientado, sem saber qual atitude a tomar. Venceu a indecisão inicial. Colhe rápido o pára-quedas e afastou-se do local da queda. O campo em que caíra estava coberto de neve. O trigo já havia sido colhido e sua palha empilhada para servir de alimento ao gado durante o inverno. Continue lendo

MILITARES da FAB iniciam missão de paz no Haiti

O PELOTÃO de Infantaria da Aeronáutica que integra a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) deve iniciar, nesta sexta-feira (11/2), as atividades de patrulhamento nas ruas de Porto Príncipe. Os 27 militares da Força Aérea Brasileira (FAB) desembarcaram na capital haitiana na quinta-feira (10/2).

“Temos a plena convicção de que irão agregar uma força de trabalho com a competência e o profissionalismo dos integrantes da nossa Força Aérea. Vamos ter o nosso desempenho, com certeza, melhorado e o nosso Batalhão tem o maior prazer e a maior satisfação de ter como integrante um Pelotão da Força Aérea Brasileira”, ressalta o comandante do Contingente Brasileiro, Coronel Willian Georges Felipe Abrahão.

De acordo com ele, os militares da FAB atuarão como as demais frações de nível pelotão e serão enquadrados na Terceira Companhia de Fuzileiros de Força de Paz. “Eles têm uma área de responsabilidade e, dentro dela, têm a missão básica de contribuir com a Minustah para a manutenção de um ambiente seguro e estável”, lembra o Coronel.

O Pelotão da FAB chegou a Porto Príncipe em uma aeronave KC-137, do Segundo Esquadrão do Segundo Grupo de Transporte (2º/2º GT). No aeroporto da Capital Haitiana, o grupo foi recepcionado pelo comandante do Contingente Brasileiro. Logo nos primeiros momentos, os militares não disfarçavam o desejo de iniciar a missão.

“Conhecer o Haiti in loco é diferente de ver em mapas e cartas como fizemos no treinamento. A tropa está toda ansiosa para fazer o reconhecimento e ver como será a nossa rotina aqui. A ansiedade está superando a saudade nesse momento”, destaca o comandante do Pelotão, Tenente-Infante Marcos Vinícius Oliveira Pereira.

Do aeroporto, os militares da FAB e do Exército seguiram em comboio até a Base General Bacelar. Em meio a muita poeira e a um trânsito caótico, passaram por algumas ruas de Porto Príncipe e puderam ver de perto da rotina da população local. As primeiras impressões do país já confirmavam a necessidade de apoiar o país.

“Estamos aqui para manter um ambiente seguro e estável a um país que vendo sendo assolado por catástrofes e epidemias. Vamos nos empenhar ao máximo para dar o nosso melhor e contribuir para a melhoria do país. Pelo que vimos, o povo é bem sofrido, mas o que nos pudermos fazer para melhorar a vida deles, nós faremos”, garante o S2 Diego José Cursino da Mota.

Para integrar a Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti (Minustah), os militares passaram por um período de treinamento de oito meses. Durante este período, receberam instruções no Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial de Recife (BINFAE-RF) e no 14 Batalhão de Infantaria Motorizada do Exército.

Também foram submetidos a uma rigorosa seleção, com exames físicos, médicos e psicológicos. Dentro do grupo, 23 servem no BINFAE-RF. Os outros estão lotados nas Bases Aéreas de Natal e Fortaleza e no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno.

(Agência Força Aérea, em http://www.fab.mil.br)

 

HOJE é dia 11fev., dia mundial do enfermo.

PENSAMENTO do dia:

‘TODOS vivemos sob o mesmo céu, mas ninguém tem o mesmo horizonte!’ KONRAD Adenauer

LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

 

DANILO Marques Moura!

Um piloto brasileiro atrás das linhas inimigas

Por Armando de Sousa Coelho

DANILO Marques Moura em uma de suas missões na guerra

ENTRE os gaúchos do 1º Grupo de Caça na Itália havia um todo especial. Um tipo diferente, ímpar por suas atitudes e reações, completamente despido de maldade, simplório na sua maneira de ser, sem inibições. Enfim, uma figura simpática, apesar de sua barba espessa, que azulava ao sol e parecia estar sempre por fazer. Embora muita gente não concorde comigo, era inteligente e vivo, mas recusava-se terminantemente a pensar durante muito ou mesmo pouco tempo, falando, por isso, de um modo todo peculiar, o que o tornou muito popular entre os fazedores de anedotas, que por sinal, foram muitas a seu respeito. Usava o “dialeto” gaúcho com perfeição, e até mesmo exagerava, diziam muitos… Tudo isso, mais outras coisinhas, e finalmente a sua fuga – o que contrariou todas as regras do bom senso, especialmente o dos técnicos no assunto -, tornaram-no personagem muito mais importante, pois passou da anedota para a “ópera”. Sim, uma “ópera” inédita aos estranhos ao Grupo, em que os poetas do 1º Grupo de Caça “imortalizaram” – para uso interno – os feitos daquele gaúcho de Cachoeira do Sul. É deste “pração” que ocuparei nesta história, que a muitos parecerá mais uma anedota, mas que é a pura verdade.

Num dia de inverno, ensolarado, mas bastante frio, com a neve ainda cobrindo o Norte da Itália, ele saiu para mais uma missão com sua esquadrilha. Estivemos juntos pouco antes, enquanto fazia os últimos preparativos para voar. Estava bonito, bem uniformizado, barbeado com um capricho até mesmo desnecessário, pois sua barbeado com um capricho até mesmo desnecessário, pois sua barba azulada ficaria oculta, de qualquer jeito, pela máscara de oxigênio. Ora! Afinal, ele era todo especial. Parecia pronto para ir ao encontro da “buona sera”. Vestiu sobre o fardamento caprichado, o macacão de vôo, forrado de tecido peludo e quente, próprio para grandes altitudes, começando a transpirar imediatamente, o que mais realçava o azul de sua barba. Aquela indumentária era realmente muito quente. Conversamos ainda um pouco. Partiu. E nessa manhã… ele não regressou! Foi abatido muito ao norte de nossa base. Ninguém soube exatamente o que acontecera. Ouviram-no dizer, pelo rádio, que ia saltar de pára-quedas.
(continua …)