ALUNA de colégio da FAB vence concurso nacional de redação da Marinha

A ESTUDANTE Rayanne Figueiredo de Oliveira Ferreira, aluna do 9º ano do Ensino Fundamental do Colégio Brigadeiro Newton Braga (CBNB), mantido pelo Comando da Aeronáutica no Rio de Janeiro, foi a vencedora do concurso de redação da Operação Cisne Branco, promovida pela Marinha do Brasil em todo o território nacional. O tema da redação, “Navegando na Amazônia Azul: o mar que nos pertence”, segundo a organização do concurso, tem como objetivo despertar os alunos para a importância do mar no contexto nacional, sob os mais variados aspectos, como comércio, lazer, recursos naturais, e para a necessidade de protegê-lo.

Sem ter muito conhecimento sobre o assunto, Rayanne dedicou-se a uma pesquisa acerca dos vários aspectos que envolvem a imensidão de água de 3,5 milhões de quilômetros quadrados de extensão – o Brasil pleiteia a extensão do limite em mais 963 mil quilômetros quadrados junto à Organização das Nações Unidas – e colocou no papel, em forma de dissertação, sua visão sobre o assunto. O resultado foi o texto “A outra gigante”, cujo título faz alusão à floresta Amazônica.

O texto de Rayanne foi escolhido pela banca examinadora como o melhor entre todas as escolas de Ensino Fundamental da cidade do Rio de Janeiro. Entre alunos do Ensino Fundamental e Ensino Médio da cidade, mais de 4 mil estudantes participaram da Operação Cisne Branco.

No último dia 15 de dezembro, Rayanne participou de uma solenidade no 1º Distrito Naval, que coordenou o concurso no âmbito do Rio de Janeiro, e recebeu diretamente do Comandante da unidade, Vice-Almirante Carlos Augusto de Sousa, o diploma pelo primeiro lugar. “Realizar um concurso como este significa tentar incutir na sociedade uma mentalidade marítima, o que é de absoluta necessidade nos dias de hoje. Quando temos a consciência de que precisamos do mar para sobreviver, passamos a defendê-lo. Para isso, precisamos conhecê-lo”, afirmou o Vice-Almirante Carlos Augusto.

O CBNB é subordinado ao Terceiro Comando Aéreo Regional (III COMAR). A solenidade  foi prestigiada pelo Comandante da unidade, Major Brigadeiro do Ar Luiz Carlos Terciotti; pelo Chefe do Gabinete do III COMAR e Supervisor Militar do Colégio, Coronel Intendente Ailton dos Santos Mendes; pelo Adjunto do Supervisor Militar, Coronel Aviador Ref Paulo César Corrêa Guerreiro Lima; pelo Administrador Geral do Colégio, Coronel Intendente R1 Carlos Eduardo Barroso Franco; e pelo Diretor Geral do CBNB, professor Luis Otávio Ebendinger Martins.

Rayanne e sua família ficaram radiantes com a vitória. “Achei o tema difícil, principalmente por que não conhecia quase nada sobre o assunto. Gostei tanto que, depois que recebi a notícia de que tinha sido a primeira colocada, voltei a pesquisar”, disse a estudante de 15 anos. A mãe e o pai de Rayanne, que acompanharam a solenidade, não esconderam o orgulho da filha. “Estou muito emocionada, é um acontecimento muito importante. Fico feliz também pelo esforço que percebi por parte da Rayanne em aprender sobre o tema”, disse Rita Rosana Figueiredo, acompanhada do pai da estudante, Lauro Ferreira.

O Colégio Brigadeiro Newton Braga participou do concurso de redação com 257 alunos inscritos, entre Ensino Médio e Ensino Fundamental. Após assistir a uma palestra sobre o tema Amazônia Azul, os alunos tiveram duas semanas para coletar informações complementares. As redações foram produzidas simultaneamente, no auditório da escola.

O Segundo Sargento Paulo Sérgio Fernandes, professor de Redação de Rayanne, afirmou que foram selecionadas as três melhores redações de cada turma e, posteriormente, a melhor redação do Colégio foi eleita por uma banca e encaminhada à organização do concurso. “Como professor, eu já conhecia o potencial da Rayanne”, afirmou o Sargento Paulo.

O concurso de redação foi realizado em todo o território nacional. Haverá uma próxima etapa, na qual os vencedores de cada área disputarão com os demais. (fonte: Fab.mil.br)

O blogueiro congratula-se com a estudante Rayanne. Permaneça assim, dedicada e interessada nos assuntos de interesse dos brasileiros e da humanidade.

PATRIMÔNIO da FAB em Cachimbo é tombado

Campo de pouso, maquinário e edificação da primeira usina hidroelétrica são agora bens protegidos por lei

 

O CAMPO de pouso e o maquinário e a edificação da primeira usina hidroelétrica de Cachimbo são agora bens protegidos por lei. Eles foram tombados em função de possuírem valor histórico, cultural, arquitetônico e ambiental para as Forças Armadas e para o Brasil, o que impede a destruição ou descaracterização do bem. O patrimônio tombado está localizado no Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV), na Serra do Cachimbo (PA).

O campo de pouso, sem pavimentação, foi o aeródromo pioneiro do Destacamento de Aeronáutica de Cachimbo, onde pousaram os primeiros aeroplanos da Força Aérea na região. Já a edificação de alvenaria, que abrigou a primeira usina hidrelétrica de Cachimbo, foi construída em 1954.

Os bens foram tombados por meio da Portaria nº 569/GC4, de 18 de outubro de 2011. A proposta originou-se no CPBV e foi avaliada pelo Centro de Documentação e Histórico da Aeronáutica (CENDOC), por meio da Comissão de Patrimônio Histórico e Cultural da Aeronáutica (CPHCA), encarregada de realizar estudos técnicos relativos à viabilidade das propostas.

Cachimbo fez parte de uma rede de Destacamentos de Aeronáutica construídos no Brasil Central, entre as décadas de 1940 e 1950, que permitiu o desenvolvimento da navegação aérea naquelas regiões.

Até o início da década de 50, Cachimbo era uma área isolada, desprovida de infraestrutura urbana e praticamente inacessível por terra. O então Major Aviador Haroldo Coimbra Velloso chefiou a comissão encarregada de construir o Destacamento de Aeronáutica de Cachimbo, inaugurado em janeiro de 1954, que prestava apoio à segurança de vôo no interior do Brasil.

Antes de Cachimbo, um voo Rio-Manaus era feito em, no mínimo, quatro dias, com escalas ao longo do litoral nordestino. Depois, a rota passou a ser feita diretamente pelo interior do Brasil. (fonte: Fab.mil.br)

SENTA A PÚA será relançado no Rio de Janeiro

“SÓ QUEM esteve em combate sabe o que é voar mais de uma missão no mesmo dia.” A frase está no livro do Major Brigadeiro do Ar Rui Moreira Lima, que leva como nome a expressão que marcou a história da Aviação de Caça brasileira: “Senta a Púa!”. O autor participou de 94 missões de combate na Itália, durante a Segunda Guerra, a bordo de lendários aviões P-47 Thunderbolt, e reuniu em capítulos o melhor da história de heroísmo do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA).

“O livro foi modernizado. Está mais fácil de ler e, principalmente, teremos uma edição em inglês”, explica o Major Brigadeiro Rui, que estará na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, no dia 19 de dezembro, autografando livros durante as comemorações dos 68 anos do 1º GAVCA.

A nova edição recebeu novas declarações de veteranos de guerra, algumas histórias e novos detalhes. “Senta a Púa” é um dos melhores registros feitos sobre a campanha da Força Aérea Brasileira (FAB) na Itália, no esforço aliado contra o nazismo. O autor reuniu depoimentos de integrantes do Grupo de Caça que ajudam a entender a trajetória dos militares da FAB na Segunda Guerra: da criação da unidade, em 1943, o treinamento realizado no exterior e o combate (1944 a 1945).

O livro estará à venda a partir de fevereiro de 2012. Saiba mais: http://loja.actioneditora.com.br/

No período de 6 a 29 de abril de 1945, durante a principal ofensiva aliada, os pilotos brasileiros participaram de 5% do total de saídas do XXII Comando Aerotático, unidade americana à qual estavam subordinados. Apesar disso, foram responsáveis por 15% dos veículos destruídos pela unidade, por 28% das pontes atingidas, 36% dos depósitos de combustível danificados e 85% dos depósitos de munição danificados. Em reconhecimento ao desempenho, o coronel Ariel Nielsen, comandante do 350th Figther Group USAF, recomendou ao XXII Comando Aerotático que o 1º Grupo de Caça recebesse a Citação Presidencial de Unidade:

“Nas perdas que sofreram nessa ocasião, como também em muitos ataques anteriores, tiveram seu número de pilotos reduzidos à metade em relação às unidades da Força Aérea dos Estados Unidos. Porém, um número igual de surtidas, operando incansavelmente e além do normal no cumprimento do dever. A manutenção dos seus aviões foi altamente eficiente, a respeito das avarias sofridas pela antiaérea e o desgaste despendido na recuperação dos aviões”.

Este grupo entrou em combate na época em que a oposição antiaérea aos caças bombardeios estava em seu auge. Suas perdas têm sido constantes e pesadas e não têm recebido o mínimo de pilotos de recompletamento estabelecido. Como o número de pilotos cada vez diminuía mais, cada um deles teve que voar mais de uma missão diária, expondo-se com maior freqüência. Em muitas ocasiões, como Comandante do 350th Fighter Group, eu fui obrigado a mantê-los no chão quando insistiam em continuar voando, porque eu acreditava que eles já haviam ultrapassado os limites de sua resistência física.”

Em 1986, o 1º Grupo de Caça tornou-se a terceira unidade não pertencente às Forças Armadas Americanas a receber a Presidential Unit Citation, a terceira comenda mais importante do governo americano. (Agência Força Aérea)

HISTÓRIA de luta: o Caveirinha

 Capítulo 10, continuação da postagem anterior.
Parte da minha turma antes de uma formatura geral

 

ESSA primeira avaliação, a prova de Cegeá, deu-me ânimo novo, fazendo-me mais animado para as batalhas vindouras. A da terça era a de Português, matéria em que não sentia grandes dificuldades; ao contrário, sem falsa modéstia, me julgava acima da média. Já estava me achando, como se diz hoje, o tal. Diante disso, não me empenhei tanto, limitando-me a rever alguns pontos, com ênfase para ortografia, item em que ainda me sentia fraco aqui e ali. Das sete às dez, fiquei no cassino, e depois de algumas cepadas leves, fui ver televisão. Como de hábito, ausentei-me de lá somente para ir ao brochante, depois retornando. Não precisei da meia-noite às cinco da manhã, período que dediquei ao merecido repouso.

Quatro grupos formavam em frente ao rancho. O sargento que estava lá, na hora, era o Caveirinha, também conhecido por Cunha Pinto. O Catarina, aluno mais antigo, pôs o pessoal da primeira série em formação, apresentando-a pronta a um aluno de quarta série, que estava encarregado de manter a moçada em ordem. Como sempre, primeiro a quarta série, depois a terceira, a segunda, e, por último, a primeira série; ou seja a primeira por último, e a última por primeiro. Antiguidade é posto e não se discute.

– Aluno, vai lá e apresenta a primeira série ao sargento Caveirinha. – Era o quarta-série ordenado ao primeira.
– Sim, senhor aluno. – falou o Catarina com seu sotaque forte de gaúcho.

Com a turma em posição de sentido, lá vai o nosso colega Dorival, um catarinense de origem italiana, mas que na verdade era gaúcho. Uma figuraça, a quem os mais irreverentes não davam trégua, fazendo a rapaziada morrer de rir quando imitavam com algum exagero o modo peculiar de falar do sulista.

– Com licença, sargento Caveirinha! – era o nosso amigo, enfrentando a fera, num tom de voz que dava para toda a turma escutar sem dificuldades, dando ênfase para o sotaque inconfundível. – Aluno 77 1351 Dorival apresenta a primeira série em forma, pronta para o brochante! – concluiu a apresentação reforçando bem os erres na pronúncia agauchada.

E o Caveirinha, sério, com aquela cara de poucos amigos, magra, de genipapo velho, com realce para o enorme bigode, como que pensando no que responderia ao bicharal, ainda se demorou por uns segundos para a resposta.

– Aluno! Em primeiro lugar, esta refeição não se chama ‘brochante’, e sim ‘ceia’! Em segundo lugar, seu mucuim do cocô do cavalo do bandido,… CAVEIRINHA É A PUTA QUE TE PARIU!!!

Creio que, não só o Ceá, mas toda a Escola ouviu o berro do sargento Cunha Pinto. Pobre Catarina! Quase desmaiou, não sabendo onde enfiava a cara. A turma, como era de se esperar, foi às gargalhadas. Esse inusitado episódio foi assunto para quase uma semana, e até hoje é lembrado quando a turma se reúne. Trote daquele quarta-série, que eu, até hoje, penso que foi tudo combinado previamente com o temível sargento Cunha Pinto, a quem ninguém em sã consciência teria a coragem de desacatar, a não ser por absoluta inocência, como foi o caso do amigo Dorival.

Com efeito, inocentemente, também eu e uma grande parcela dos primeira-série pensávamos que o nome da quarta refeição do dia, aquele lanche das oito e meia da noite, era assim mesmo: brochante. A ceia, normalmente composta por um pão de cachorro-quente e mate gelado, ganhou esse apelido em razão do boato de que misturavam algum remédio para deixar os alunos – a maioria entre os 16 e 20 anos – menos agitados, com os hormônios sob controle. Se era verídico ou boataria, disso até hoje eu não sei. Mas, indiferente a esse pormenor, eu mesmo não perdia um brochante, e ainda voltava à fila, repetindo mais de uma vez.

Quanto ao apelido do velho Cunha Pinto, não haveria outra  mais apropriada ao seu perfil. Devia-se, claro, à sua figura de homem magro, cabeça desproporcional ao corpo, rosto chupado; tudo isso, somado àquele bigodão,  bem lembrava uma caveira dos filmes de humor negro ou de piratas do século 17. Chegando ao pátio do Ceá montado numa bicicleta velha, que deixava sempre atrás do nosso prédio, era ele quem dava instrução de ordem unida à nossa turma, fazendo-nos inpiedosamente marchar sob sol, chuva ou vento frio, por aquele pátio, tendo ao braço direito um mosquetão pesado. Sem dó nem piedade. Pobre de nós! De início, o braço sustentava tranquilamente aqueles três quilos de mosquetão antigo, que a Escola conservava apenas para essa finalidade;  mas que, à medida que os minutos corriam, passavam dos três para os dez, quinze…  Ao cabo de 20 minutos, aquela geringonça dava ao aluno mais franzino (que era o meu caso) a sensação de uns trinta quilos ou mais. Caveirinha adorava quando, destoando do grupo, notava alguém assim, como eu, tímido, enrolado, desajeitado, e, ainda por cima, com dificuldade de coordenar os passos e movimentos. Era o pato da vez. Coitado de mim! Quantas vezes me mandou marchar em direção ao infinito, ao ponto de quase invadir as águas sujas da lagoa do brigadeiro, que ficava na parte de trás do pátio do Ceá. Dizem até que era chegado a uma pinga, como deixava antever seu rosto avermelhado. Todavia, no íntimo, no íntimo, era um bom sujeito, de sorte que uma parte daquela judiação toda contra o aluno poderia ser creditada ao senso profissional daquele sargento já quase cinquentão; e a outra, bem que poderia ser atribuída àquela espécie de humor negro, que tinha a intenção nítida de fazer todos rirem da desgraça de um ou de dois desavisados, que a nenhum de nós é lícito condenar. Fazia parte do escripte.

Dessa vez foi o Catarina que entrou de gaiato no trote do quarta-série, certamente em conluio com o velho Caveirinha. Para mim, não seria surpresa se essa anedota já viesse se repetindo no Ceá havia alguns anos. Sempre pegam um para bobo a fim de divertir os demais, e dessa vez pegaram o Catarina, assim como poderia ser eu ou outro qualquer. Paciência! Era assim mesmo, de modo a tornar aqueles dois anos um pouco mais suaves.

No dia seguinte, a prova de Português decorreu na mais absoluta normalidade. Pelo menos para mim, que me julgava mais bem preparado. Interessante é que para uns e outros, como o Martinelli e o Martins, para os quais matemática e outras ciências exatas não significavam problema, a língua portuguesa, ao contrário, lhes causava algum atrapalho. Martins, por exemplo, queixava-se muito, a ponto de ter, sob risco calculado, dado suas olhadelas à prova de um e de outro, que ele acreditava mais preparados na matéria.

À tarde saiu o gabarito da prova de segunda. Corri ao mural do Ceá onde normalmente o pessoal da Deí divulgava os assuntos relacionados às avaliações. Das 22 respondidas acertei 21.

– Quinze Setequatro, como foi? Era o Martinelli quem me perguntava.
– Bem, graças a Deus. Mas poderia ser melhor pois errei uma, justamente a questão 16.
– Eu, apesar de não gostar muito de matéria teórica, me dei bem.
– Quanto tirou, Martinelli?
– Nove e sessenta. Deixei uma em branco, e as demais acertei todas.
– Imagina se você gostasse de matéria teórica. Parabéns, tô vendo que você é fera mesmo. – disse, esquecendo-me da prova de português, em que talvez o colega não tivesse se saído tão bem.

Mais um compromisso riscado. Até agora tudo corria bem, e na quarta-feira seria a vez de Tebê.

Continua… 

AS PESSOAS que vencem neste mundo são as que procuram as circunstâncias de que precisam e, quando não as encontram, as criamGeorge Bernard Shaw
“AMAI-VOS uns aos outros como eu vos tenho amado.” (blogue do valentim, Dois Vizinhos – PR, Brasil)

AERONÁUTICA abre inscrições para médicos

ESTÃO abertas até o dia 26 de dezembro as inscrições para a seleção do Serviço Militar Voluntário Temporário para Médicos. Os profissionais irão servir em unidades militares do Rio de Janeiro. A seleção constará, dentre outros, de avaliação documental, inspeção de saúde e exame aptidão psicológica. Informações sobre a seleção podem ser obtidas na Diretoria de Saúde da Aeronáutica (DIRSA) ou no 3º Serviço Regional de Mobilização (SERMOB-3).

Inscrições até o dia 26/12/2011

Local: 3º Serviço Regional de Mobilização – SERMOB-3

Endereço: Praça Marechal Âncora, nº 77, Castelo, CEP: 20021-200

Horário: 2ª a 5ª (13h às 17h) e 6ª (8h às 12h)

Telefone de contato: SERMOB-3 – (21) 2101-6024 /2101-6028
DIRSA – (21) 2139-9645

Apresentar no dia da inscrição o currículo vitae encadernado com foto 3×4 com cópia dos seguintes documentos:
1- Identidade;
2- CPF;
3- Diploma ou declaração de conclusão de curso;
4- Declaração de Doutorado ou Mestrado ou Residência;
5- Especialização “lato sensu” duração igual ou superior a 360 horas/aula;
6- Experiência profissional;
7- Trabalhos publicados;
8- Participação de Congresso/Simpósio;
9- Estágios – igual ou superior a 6 meses;
10- Monitoria.

 (fonte: Comando da Aeronáutica)

HISTÓRIA de luta: as primeiras avaliações

Capítulo 9, continuação da postagem anterior.

DORMI um sono tão pesado que nem me dei conta da zorra que faziam os cariocas e paulistas (principalmente os primeiros) quando chegavam na madruga de volta de casa. Acordei-me com o toque da alvorada e o imediato acendimento das lâmpadas no grande alojamento. O Almeida Pinto sempre ligava o radinho de pilha, normalmente na mesma emissora de rádio; Guará tinha duas emissoras, mas acho que era a rádio Liberdade, a Jovem Li. Eternizava-se na memória o patrocinador do programa matinal. A alunada aproveitava para fazer rima: Café Cocaio, aquele que é bom pra cascalho! A moçada se divertia com a sacanagem, arrefecendo dessa maneira a dura a rotina semanal que se iniciava.

Era primavera
Diferente da minha terra, onde os dias tinham o mesmo tamanho durante o ano, notei que com o passar daqueles dois meses, as jornadas guaratinguetaenses começavam cada vez mais cedo e terminavam cada vez mais tarde. Era o charme da primavera que dava as caras na região, tornando mais bonitos os dias e as árvores, mais floridas. No Cea, o corneteiro tocava a alvorada e mais alguns minutos depois o Sol raiava na Escola, com a passarinhada festejando a chegada de mais um dia. Assim mesmo ainda era necessário o uso da japona como proteção contra aquele friozinho que que fazia nas manhãs de outubro, e que ainda judiava de nós, mormente os alunos oriundos da região norte brasileira.Ordinário marche, cantando o esbelto infante, que a Deí nos esperava com as primeiras provas. Seja o que Deus quiser!O fiscal da prova dava as instruções de praxe. Nessa segunda em particular ia ser a prova de Cegeá. As demais primeiras avaliações, Português, Tebê, regulamentos e Inglês, estavam previstas para a terça até a sexta-feira, respectivamente.

Tenham calma e atenção. Procurem resolver as questões mais fáceis em primeiro, deixando as que tenham dúvida para depois. – era o sargento encarregado de fiscalizar aquela prova, procurando ser camarada, a orientar-nos. – Não tentem, nem pensem, nem imaginem, usar de meios ilícitos. Quem for surpreendido será punido com o desligamento do curso; é cada um por si e Deus por todos. Além de mim, ainda há um oficial encarregado de fiscalizar as salas de aula deste corredor. Portanto, não dêem mole. – continuava a dizer ele olhando a classe por cima dos óculos.

Enquanto o sargento falava, eu, precavido, ia pondo o armamento em cima da carteira: duas canetas, lápis, apontador, borracha, e tudo o mais que achava necessário. Era natural que estivesse com aquele friozinho na barriga, mas confiante em camburar aquela primeira etapa. O nervosismo era um estado natural diante do desconhecido, mas havia me preparado a contento, e nada havia a temer.

Os senhores têm quarenta minutos para a resolução da prova, que contém 25 questões. Depois, ainda terão 5 minutos extra para o preenchimento do cartão-resposta. – continuava o sargento – Respondam somente as questões que têm absoluta certeza, deixando em branco as que tiverem dúvida – repetiu -. Lembrem-se o critério de que três questões respondidas erradas, anulam uma que vocês tenham respondido certa, e assim proporcionalmente. Logo em seguida, escreveu no quadro verde o horário de início, mais (+) 40 minutos, para orientar os alunos, e, por fim, a seguinte equação, destinada ao mesmo tempo a esclarecer, e também a desestimular os chutadores contumazes:

N = (QC/QT) x 10 – (QE/3)

N = nota; QC = questões certas; QT = questões totais; QE = questões erradas

São agora, no meu relógio, 8 horas e quarenta minutos. Senhores, podem começar.

A sorte estava lançada; que Deus nos ajudasse.

À medida que eu lia as questões propostas e analisava, de cada uma, as quatro alternativas, ia me tranquilizando. Nenhuma surpresa, pois tudo ainda estava fresco na memória. Discretamente, de quando em quando, olhava de rabo-de-olho os colegas para ver como se comportavam. O Américo, o João Vassoura e o Zé Bernardi aparentemente estavam calmos, compenetrados; já o Jorge Silva, o Pedrão e o Chico dos Anjos transpiravam, e seus semblantes correspondiam ao nervosismo, demonstravando dificuldade na resolução daquela prova de Cegeá.  A turma era unida, exceção de um ou dois, mas nada se podia fazer. Era cada um por si e Deus por todos nós, como dizia o fiscal:

De quanto em quando um oficial passava no corredor, verificando se tudo estava em ordem. O sargento não mentira. Fui resolvendo uma a uma, deixando duas ou três, que em princípio me deixaram em dúvida, para depois. Estava decidido que não me arriscaria, só assinalando as questões que tinha certeza das respostas. Eu só ia nas boas. Pensando assim, detinha-me com bastante atenção nas alternativas, analisando uma a uma e recorrendo à fresca memória das páginas explicativas da apostila daquela matéria teórica. Via de regra, pelo que observava e pelo que alunos mais antigos tinham nos passado, das quatro alternativas – A, B, C e D -, uma delas se apresentava como sendo absurda; uma outra, regular; e as duas restantes, capazes de balançar o aluno menos convicto. Outra regra, que só fomos observar com a experiência, era que 30% da prova era composta de questões fáceis, 40% de questões medianas e os 30% restantes, de questões de um maior grau de dificuldade. Tudo isso, de forma que para tirar dez, o aluno devia ser muito bom. Em assuntos teóricos, a decoreba, como se dizia, para mim, era estudar e estudar, fazer a prova e correr para o abraço. Resumindo: minha nota dificilmente seria menor que oito. Mais outro teste daquela matéria, e essa disciplina faria parte do passado.

Com trinta minutos já resolvera toda a prova, respondendo 22 das 25 questões propostas. Deixei três delas, por não ter absoluta certeza da resposta, em branco. Gastei mais cinco para transferir as respostas para o cartão, o que fiz com muita atenção, entreguei tudo ao fiscal e saí.

Mas adiante, um pouco distante do corredor onde era proibido permanecermos naquela hora, juntou-se uma roda a discutir as questões da prova.

– Você viu aquela questão 16, como tava capciosa?
– Na minha opinião essa tinha mais de uma alternativa certa.
– Que nada, eles fazem assim para confundir o aluno.
– Para mim, a prova foi mais ou menos. Mas acho que deu pra camburar essa.
– Essa 16 tava fácil. Essa matéria é da página 54 da apostila.
– Difícil mesmo era a 23, e a alternativa A era a do afoito, uma pegadinha pra ferrar os mais apressados.

À medida que discutíamos a prova de Cegeá, os demais vinham se juntar a nós em papo acalorado. Alguns empolgados, creio que a boa maioria; uns e outros, nem tanto. Enquanto dissecávamos a prova, uns se enchiam de empolgação, animados por verem confirmadas ali em concenso as respostas dadas. De quando em vez, porém, notava a expressão de contrariedade de alguém, quando, um de nós, provava por ‘a’ mais ‘b’ que a resposta de determinada questão era a alternativa A e não a C, vinha mais um outro que, consultado, concordava que a C não estava certa, e sim a A. Já tinha visto aqueles semblantes antes, e ficava triste comigo mesmo quando percebia.

– O que você acha, Quinze Setequatro? Você que cepou bastante no final de semana.
– É verdade. Cepei muito essa apostila, mas é melhor mesmo é a gente aguardar a divulgação do gabarito. – disse eu ao grupo.
– É, sim. – concordava a maioria. E o grupo dispersava-se, procurando aproveitar ao máximo aqueles minutos extra, que eram raríssimos no Ceá.

Ainda tínhamos meia hora ou quarenta minutos daquela manhã. Antes do almoço, ainda havia algum tempo para levar a roupa de cama à lavanderia, porque era o dia da nossa esquadrilha ou até mesmo, para os mais aplicados, voltar aos livros para prova da terça; outros, iam ao correio enviar carta à família ou à namorada; outros ainda, simplesmente achavam jeito de tirar uma sonequinha. A tarde correu com algumas instruções teóricas, que em geral nos causava sono, para depois, às quinze, iniciarmos a prática de ordem unida ou educação física, conforme o quadro de atividades previsto.

À noitinha era cepar para a prova do dia seguinte, não perdendo o horário do brochante. Um tigre a cada dia, e assim íamos superando a cada obstáculo.

Continua… 

NENHUM de nós chegou onde está exclusivamente por meio do nosso próprio impulso; chegamos aqui porque alguém se inclinou e nos alavancou.” Thurgood Marshal
“AMAI-VOS uns aos outros como eu vos tenho amado.” (Blogue do Valentim, Dois Vizinhos – PR, Brasil)

FORÇA Aérea forma mais 171 aspirantes

Momento marca o fim de um ciclo e início da carreira dos novos oficiais da Força Aérea

A ACADEMIA da Força Aérea (AFA) formou hoje 171 novos aspirantes a oficial. A cerimônia de substituição do espadim, utilizado pelos cadetes, pelas espadas, símbolo do oficialato, aconteceu em Pirassununga, interior de São Paulo, e foi presidida pelo Ministro da Defesa, Celso Amorim.

O olhar altivo, o corpo imóvel e a mão firme que hoje segura a espada durante a formatura tem um grande significado para os formandos. Chegar até este momento é resultado de muita dedicação e esforço. Por isso, o evento foi marcado por muita emoção dos formandos e dos familiares, que vivenciaram junto todo este período. Veja o depoimento do formando.

O tempo chuvoso, que forçou a transferência da formatura da área externa para um hangar e não permitiu a apresentação da Esquadrilha da Fumaça, não tornou menor a alegria de celebrar o fim de um ciclo de quatro anos de muita dedicação.

Para o Comandante da Turma Zyon na AFA, Capitão Aviador Gustavo Winckler de Oliveira, é uma grande alegria entregar uma turma pronta para a FAB. “Estamos entregando eles prontos para as unidades aéreas com a certeza de que vão cumprir suas novas missões”.

Mensagem – Na mensagem enviada aos formandos, a Presidenta da República Dilma Roussef, falou que a “solenidade representa uma vitória da persistência com que pautaram as atitudes e da transformação de desafios em oportunidades de alcançar novos desafios”.

Em seu pronunciamento, o Ministro da Defesa enfatizou o compromisso do governo de fornecer os meios adequados para que os jovens militares possam desempenhar com sucesso a profissão que abraçaram. Segundo ele, esta é uma “carreira que exige coragem e dedicação”.

O Comandante da Aeronáutica, Tenente Brigadeiro do Ar Juniti Saito, fez agradecimento especial aos pais “por terem confiado à instituição o mais valioso bem: os filhos”. Ele ressaltou ainda que os novos aspirantes estão preparados para cumprir a missão de zelar pela soberania do país. (fonte: Comando da Aeronáutica)