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FORÇA Aérea forma mais 171 aspirantes

Momento marca o fim de um ciclo e início da carreira dos novos oficiais da Força Aérea

A ACADEMIA da Força Aérea (AFA) formou hoje 171 novos aspirantes a oficial. A cerimônia de substituição do espadim, utilizado pelos cadetes, pelas espadas, símbolo do oficialato, aconteceu em Pirassununga, interior de São Paulo, e foi presidida pelo Ministro da Defesa, Celso Amorim.

O olhar altivo, o corpo imóvel e a mão firme que hoje segura a espada durante a formatura tem um grande significado para os formandos. Chegar até este momento é resultado de muita dedicação e esforço. Por isso, o evento foi marcado por muita emoção dos formandos e dos familiares, que vivenciaram junto todo este período. Veja o depoimento do formando.

O tempo chuvoso, que forçou a transferência da formatura da área externa para um hangar e não permitiu a apresentação da Esquadrilha da Fumaça, não tornou menor a alegria de celebrar o fim de um ciclo de quatro anos de muita dedicação.

Para o Comandante da Turma Zyon na AFA, Capitão Aviador Gustavo Winckler de Oliveira, é uma grande alegria entregar uma turma pronta para a FAB. “Estamos entregando eles prontos para as unidades aéreas com a certeza de que vão cumprir suas novas missões”.

Mensagem – Na mensagem enviada aos formandos, a Presidenta da República Dilma Roussef, falou que a “solenidade representa uma vitória da persistência com que pautaram as atitudes e da transformação de desafios em oportunidades de alcançar novos desafios”.

Em seu pronunciamento, o Ministro da Defesa enfatizou o compromisso do governo de fornecer os meios adequados para que os jovens militares possam desempenhar com sucesso a profissão que abraçaram. Segundo ele, esta é uma “carreira que exige coragem e dedicação”.

O Comandante da Aeronáutica, Tenente Brigadeiro do Ar Juniti Saito, fez agradecimento especial aos pais “por terem confiado à instituição o mais valioso bem: os filhos”. Ele ressaltou ainda que os novos aspirantes estão preparados para cumprir a missão de zelar pela soberania do país. (fonte: Comando da Aeronáutica)

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HISTÓRIA de luta: nova semana se inicia

Capítulo 8, continuação da postagem anterior.
NO SEU íntimo o arataca aqui bem sabia que o sábado e uma parte do domingo eram tempo precioso na lida com aquela dúzia de enormes apostilas que esperavam por mim, guardadas lá no meu armário.

E o domingo, em especial, prometia ser curto para aquela porrada de apostilas, tarefa maçante porém necessária nos testes que se aproximavam. Era impossível assimilar tudo por osmose, sob pena de depois vir a chorar o leite derramado, dizendo que não tive tempo suficiente para estudar. Essa explicação, no Ceá, em geral era respondida com uma pergunta bem sacaninha: ‘E o que você fazia da meia-noite às seis da manhã?’

Cuidaria com um pouco mais de profundidade o apostilão de Cegeá, procurando fixar na caixola as teorias sobre a dinâmica de vôo e tantas outras sobre os princípios elementares do avião; também mergulharia nas teorias da tecnologia básica, lendo, relendo, anotando, rabiscando os primeiros assuntos constantes da apostila de Tebê; não deixaria de fora a Língua Portuguesa, embora não me não tivesse tanta dificuldade nessa área, algo raro; passaria certamente pelos volumosos compêndios que versavam sobre os diversos regulamentos e leis, que nossos superiores julgavam imprescindível conhecermos. Ainda bem que o grande terror, o bicho-de-sete-cabeças fora deixado para a semana subsequente – a matemática, assunto que sempre me causou aversão, medo, dificuldade, cujo trato fui empurrando com a barriga por quase toda a minha vida escolar anterior. Os números, na vida, realmente nunca foram meus amigos, como o futuro veio a provar. Agora não, não tinha como evitá-la, o confronto era inevitável; era saber, nem que fosse o mínimo suficiente para camburar o ensino básico, ou fracassar no objetivo.

No momento deixaria de pensar na tal matemática, pois essa preocupação de nada me adiantava agora. Tinha de dedicar-me às disciplinas mais urgentes e teóricas, cujos testes estavam marcados para a próxima quinta e sexta-feira. Uma batalha de cada vez. Então, mergulhei nas teorias, disposto a não dar chance ao azar.

Um lugar tranquilo para os estudos se fazia necessário. Um dos meus preferidos era a capela, e quando esta fechava, dirigia-me ao campo de futebol, na arquibancada à sombra de uma árvore. ‘Filhos, a capela é o único lugar da Escola que não tem chamada’, dizia-nos sempre o capelão, o bom padre Sebastião. Essas palavras eu guardava a sério, e, além das orações, incluia as horas de estudos. Um lugar tranquilo, silêncio, paz.

Uma piscina caía bem!
Duas horas e alguns minutos, e a mente não absorvia mais nada que fosse, sendo inútil insistir, mais inútil que peito de homem. Era tempo de parar, ouvir uma música, ver televisão, quem sabe mais tarde correr ou, se permanecesse ensolarado o dia, dar uns mergulhos na piscina. À noite, voltaria aos estudos, mas desta vez não mais na capela nem no estádio. O próprio cassino dos alunos era meu lugar de estudos preferido para quando caía a noitinha.

Dois meses passados, e àquela altura já estava afeito à alimentação fornecida pela Escola, ficando mais atento aos horários das quatro refeições do dia, o café, almoço, a janta e o ‘brochante’; mesmo nos finais de semana, quando o nível da comida decaía bastante, não deixava por menos e não tinha para mim comida ruim. O boi-ralado era bastante assíduo na mesa do aluno, mas assim mesmo o bandeijão do arataca sempre ao final ficava limpo, limpinho da silva. De início, na primeira semana, não acostumado àquele boião, sofri bastante com o gosto daquela comida que era feita para mais de dois mil homens. Com a batida do dia a dia, vi que não tinha para onde correr; ainda mais sendo eu tão esmirrado; um raquítico, como disse o Martins.

Com a rotina dura do cotidiano da alunada, estudos, práticas de instrução militar, atividade física, e o famoso boi-ralado, à medida que os dias, semanas e meses se passavam, era visível o progresso da minha compleição física. Aliás, o professor de Educação Física, que nos incentivava muito, percebeu a diferença e proferiu alguns elogios à minha pessoa, até como forma de incentivo aos demais alunos da mesma condição. De fato, aquelas palavras do Martins daquele início de agosto mexeram com os meus brios, e a minha presença na sala de musculação passou a ser mais frequente; claro, tudo dentro do pouco tempo disponível para isso. De sorte que ficou, para mim, quase impossível recusar o feijão, o arroz e o boi-ralado costumeiro; do contrário, o Portuga da cantina agradecia. Ao mesmo tempo elevava-se a minha auto-estima, tornando-me mais confiante na vitória distante, galgando degrau a degrau.

Não dispensava o boi-ralado!
O professor de Educação Física, cujo nome nunca soube, além de mestre nessa arte, também revelou-se um grande motivador da galera, um grande incentivador. ‘Vocês têm de ter mais confiança em vocês mesmos, fé em Deus, fé no próprio taco’, dizia ele à turma. ‘Devem já se imaginar em julho de 79 todos de branco, na formatura de vocês, recebendo dos padrinhos o distintivo de formatura’, costumava completar o mestre. De fato, se a grande maioria conseguia formar-se, porque não nós? Seríamos assim tão incapazes? Ainda assim a formatura era para nós um sonho distante, pois muitos obstáculos se nos a serem ultrapassados. Além do mais, eram para a maioria absoluta, desconhecidos, o que aumentava o desafio. Era necessário matar um tigre por dia, com vistas à vitória final.

O domingo estava a findar-se e uma nova e dura semana batia à nossa porta. Muito boi-ralado ainda tinha eu para comer naquela Escola.

Continua… 

A VIDA era bem mais simples quando o que honrávamos era pai e mãe, e não os principais cartões de crédito.” Autor desconhecido
“AMAI-VOS uns aos outros como eu vos tenho amado.” (BLOGUE do Valentim, Dois Vizinhos – PR, Brasil)
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MÉDICOS da Fab e do Exército atendem em localidades carentes

A Ação Cívico-Social foi realizada em Cabixi, município de Rondônia, com 6,5 mil habitantes, que sofre com a falta de profissionais de saúde.

ALÉM de intensificar a fiscalização e a vigilância na fronteira com Peru, Bolívia e parte do Paraguai, a Operação Ágata também leva atendimento médico para cidades carentes da região Centro-Oeste e Norte do país.

Médicos do Exército e da Aeronáutica atenderam no domingo (27nov.), pacientes de Cabixi, município de Rondônia com 6,5 mil habitantes, que sofre com a falta de profissionais de saúde. “O único hospital da cidade não tem pediatras e ginecologistas; para cuidar de crianças e mulheres, temos de viajar para cidades vizinhas”, disse a moradora Tarciana Barbosa.

A informação de que ginecologistas, pediatras, clínicos-gerais, dentistas e enfermeiros estariam na cidade foi divulgada em missas e cultos. Duzentas pessoas procuraram o serviço oferecido pelas Forças Armadas. “Quando aparece uma oportunidade dessas, a gente tem de correr para abraçar o que nos oferecem”, afirmou Elisabete Gomes, antes da consulta com o Clínico-Geral.

Eberton Vieira, de 10 anos de idade, é goleiro no time da rua onde mora, mas deixou a partida de futebol com os amigos para extrair um dente de leite. “Cheguei meio nervoso, mas conversamos sobre futebol e eu relaxei, assim como eu, eles são craques”, brinca o estudante.

Enquanto um dentista atende o paciente no consultório, outros fazem palestras educativas sobre saúde bucal. A odontopediatra Karina Mirela Alves, do Hospital de Aeronáutica de São Paulo, explica para uma das mães como deve fazer a higiene bucal do bebê de 2 anos. “Nestas regiões, temos a oportunidade de entrar em contato com uma realidade que não é a nossa”, afirmou.

A responsável por toda a equipe em Cabixi foi a Capitão-médica da Força Aérea Brasileira Ladijane Dantas Bandeira. “É um trabalho que nos dá orgulho; eu me formei para cuidar de gente carente. Atender em hospital equipado é bom, mas é muito melhor quando você consegue resolver o problema de um paciente  enfrentando dificuldades”, explica a médica que tem 12 anos de experiência com ações de saúde em locais isolados e sem recursos.

Além de Cabixi, a Operação Ágata leva atendimento médico para outras cidades carentes na região de mais de 6 mil quilômetros de fronteira, coberta pela ação das Forças Armadas e de órgãos federais e estaduais. (Agência Força Aérea)