FAB comemora os 30 anos do ingresso da mulher na FAB em solenidade especial

 Revista à tropa em solenidade dos 30 anos da mulher na FAB  Sgt Gabrielle Lima/CIAAR

AS PRIMEIRAS turmas femininas ingressavam pelos portões das escolas de formação da Força Aérea Brasileira (FAB) em 1982. Compostas por 148 alunas do Estágio de Adaptação ao Quadro Feminino de Graduados da Aeronáutica, no então Centro de Instrução de Graduados da Aeronáutica, hoje Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), e por 154 alunas que realizaram, no Centro de Instrução Especializada da Aeronáutica, no Rio de Janeiro, o curso de formação para ingresso no quadro feminino de oficiais. Para comemorar esse importante marco, o CIAAR sediou, na sexta-feira (23), o evento alusivo aos 30 anos do ingresso da Mulher Militar na FAB. Nestas três décadas, as oficiais e graduadas acumularam muitas vitórias e entraram para história das Forças Armadas, exercendo as mais diversas funções, de aviadora a intendente, passando pelas áreas de saúde e pelo Quadro Complementar.

Na cerimônia, presidida pelo Tenente-Brigadeiro do Ar Luiz Carlos Terciotti, foram homenageadas as instituições precursoras e as escolas de formação da mulher militar, com a entrega de placas comemorativas às representantes das diversas especialidades: 1º Ten Intendente Danielle de Souza Siqueira, da Academia da Força Aérea Brasileira (AFA), Suboficial Especialista em Enfermagem Diva Barbosa de Moraes Freitas Dantas, da Escola de Especialistas da Aeronáutica (EEAR), 1º Ten Pedagoga Vanusa Braga Cachoeira, do Curso de Formação de Oficiais do Centro de Instrução Especializada da Aeronáutica (CIEAR) e 1º Ten Fisioterapeuta Marcela Thomaz Cristeli de Oliveira, personificando as militares médicas, dentistas, engenheiras, oficiais temporárias e especialistas, bem como as pioneiras do Curso de Formação de Graduados do CIAAR.

“Participar desta solenidade foi muito emocionante e gratificante, nósnos sentimos prestigiadas. Tenho certeza de que teremos muito conquistas e vitórias nos próximos anos”, disse a Cadete Aviadora Betina Rauh, de 20 anos, da Academia da Força Aérea (AFA), que também ficou feliz por ter a chance de conhecer algumas das primeiras  integrantes turmas femininas da FAB, como a Suboficial da Reserva Vânia, egressa da segunda turma de graduadas.Desfile em solenidade dos 30 anos da mulher na FAB  S1 Eduardo/CIAAR

“Esta festa me traz muita emoção e muito amor pela minha farda, da qual tenho saudade desde que fui para a reserva no início deste ano. É uma oportunidade de voltar ao passado, me lembrar do momento em que pisei aqui pela primeira vez após o concurso, de tudo que a Força Aérea me proporcionou ao longo de todos esses anos”, explicou a Suboficial Vânia.

A execução do Hino dos Aviadores, nas vozes da 3º Sargento Musicista Fernanda Viviane Rabelo Silva, da 3º Sargento Musicista Franciellen Silva Brandão, ambas da Banda de Música do CIAAR, acompanhadas da 1º Sargento da Polícia Militar Luciana Mara da Silva e da Soldado Bombeiro Militar Natália Beatriz Anacleto Martins, foi um dos pontos altos da cerimônia, que contou também com exibição de vídeos comemorativos, uma exposição de painéis alusivos à trajetória da Mulher Militar na FAB, e a apresentação do grupo de ordem unida “Elite Especialista”, sediado em Guaratinguetá (SP), e que executa com habilidade e destreza movimentos diferentes das evoluções da ordem unida tradicional.

MINHA filha Charlene Moreira Aieta, ainda como Aluna da Escola de Especialistas em 2003

“Vocês merecem a nossa mais pura admiração, pois são mulheres valorosas que, sobretudo, conciliam suas famílias com o abnegado exercício do patriotismo, em proveito das asas que protegem o nosso amado Brasil”, ressaltou o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Juniti Saito, em mensagem produzida para o evento.

(Fonte: CIAAR)

Este blogueiro, que serviu à gloriosa Força Aérea Brasileira por mais de 30 anos, parabeniza nesta oportunidade às mulheres militares pelas grandes conquistas nestas três décadas.

PRESIDENTA Dilma promove a primeira oficial-general das FFAA

A PRESIDENTA Dilma Rousseff assinou hoje (23) a promoção da primeira mulher a alcançar o posto de oficial superior nas Forças Armadas. A integrante da Marinha, Dalva Maria Carvalho Mendes, foi promovida de capitão de mar e guerra para contra-almirante, terceiro posto mais importante da força. Formada em Medicina, com especialização em anestesiologista, a contra-almirante Dalva ingressou na Marinha em 1981, na primeira turma do Corpo Auxiliar Feminino de Oficiais. Durante quase toda sua carreira trabalhou no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro, chegando ao cargo de vice-diretora. Atualmente é diretora da Policlínica Naval Nossa Senhora da Glória. A contra-almirante tem ainda curso de Política e Estratégia Marítima da Escola de Guerra Naval. A promoção da contra-almirante Dalva foi assinada durante reunião entre a presidenta Dilma Rousseff e o ministro da Defesa, Celso Amorim. Também foram assinadas as promoções de outros militares. Ainda não foi definida a data da cerimônia de apresentação dos promovidos à presidenta Dilma. A Marinha foi a primeira força a autorizar o ingresso de mulheres, a partir de 1980, restrita ao já extinto Corpo Auxiliar Feminino da Reserva da Marinha, tendo perfil de carreira próprio e acesso limitado a determinados cargos e ao serviço em terra. Entre 1995 e 1996, foi estendido o acesso das oficiais aos corpos de saúde e de engenheiros navais. Em 1997, a participação das mulheres foi novamente estendida e hoje elas podem também participar de áreas como o corpo de intendentes e auxiliar da armada. (Agência Brasil)
(BLOGUE do Valentim em 24nov.2012)

HISTÓRIA de luta: missão cumprida

ÚLTIMO CAPÍTULO, continuação da postagem anterior.
UM DOS grandes perrengues por que passei naquele primeiro semestre de 1979, e último como aluno, foi exatamente o serviço de aluno de dia, para o qual fui escalado logo no início do semestre. Oh 24 horas custosas!Fui um dos primeiros a ser escalado para aquela difícil missão. A minha figura ficaria em evidência perante mais de duas mil almas, coisa que aquele guri não estava afeito. Os acertos seriam apenas detalhes, obrigação, ao passo que os erros seriam severamente criticados. Começou tudo errado. Pois, ao olhar a previsão de escala que ficava afixada no quadro de avisos da esquadrilha, dei um suspiro de alívio por não ver o meu nome para aluno de dia; fui escalado apenas de aluno auxiliar. Legal. O serviço de aluno auxiliar era mais discreto, menos visível à turma que não perdoava um deslize sequer.

Como tudo, no meu caso era muito bom para ser verdade. No outro dia o sargento alterou a escala em razão de uma gripe repentina que acometeu o aluno originalmente escalado. Sobrou pra quem? Adivinhou. Sobrou pra mim e o serviço já seria no dia seguinte. Não tive tempo para treinar, e – para dizer a verdade – nem isso me ocorreu. Não treinei nem ninguém se encarregou de treinar-me para a missão, principalmente para a solenidade de passagem de serviço, a qual contaria com a presença de todos os oficiais, suboficiais e sargentos do Ceá, incluindo o major, comandante do corpo de alunos.

Não é nem preciso dizer que foi um grande fiasco. As bandeiras foram hasteadas em dessonância com a marcha-batida tocada pelo corneteiro, sobrando acordes quando todas elas já estavam lá no topo dos respectivos mastros; gaguejei ao pronunciar as palavras de assunção do serviço; e no desfile, fiz as continências e o olhar-à-direita fora do tempo certo. O resultado é que levei uma sonora bronca do major Pacheco durante a solenidade, deixando-me mais nervoso ainda.

Aquelas 24 horas foram longas, de forma que senti grande alívio quando, finalmente, passei a bola ao companheiro que assumiria naquele dia seguinte.

Exceção disso, o semestre seguia com rapidez.  Outro episódio marcante foi que arranjei, durante as férias em Belém, uma namorada, que rapidamente fora promovida à categoria de noiva. Esse foi um dos maiores – senão o maior – erro da minha vida, sobre o qual não gostaria de me ocupar nestas linhas. Nem vale a pena insistir no assunto.

Terminou para nós o período letivo, a exceção de quem ficou em alguma matéria. Não foi o meu caso, pois, graças a Deus, não tive problema algum na parte intelectual naquele período. Era só esperar o dia 13 de julho.

Vieram os treinamentos, os testes de fardamento e todas as providências relativas à formatura em si.

NAQUELA sexta-feira meio nebulosa recebi, finalmente, as insígnias tão cobiçadas e pelas quais tanto sofri naqueles dois longos anos.  Nunca mais aquele boi-ralado, nunca mais o Caveirinha, nunca aquela ralação, nunca mais mosquetão, nunca mais ter apenas quinze minutos para tudo.

Por outro lado, a responsabilidade aumentaria. Na unidade para a qual viria a ser destacado haveria outras obrigações e cobranças. Não seria mais conduzido como na Escola em que para tudo havia um comandamento de alguém, mas sim exigido em iniciativas. Sobre esta nova fase a vida me exigiria também muito durante 28 anos. Muito mais que a vida profissional, a particular, para a qual não existe escola, sim me exigiria muito mais, levando-me a passar perrengues inimagináveis para aquele jovem de apenas 18 anos para 19.

Mas a Escola. Nunca mais veria a todos reunidos novamente e era para mim uma festa quando, mais tarde, em Anápolis, Boa Vista, Manaus, Belém, Brasília, Belo Horizonte, Belém novamente e finalmente Curitiba, revia a um ou a outro companheiro, um outrora jovem como eu daquela Guaratinguetá daquela época de agosto de 1977 a julho de 1979. Alguns faleceram; outros deram baixa da Aeronáutica por diversas razões; outros ainda são oficiais; e a maioria seguiu sua carreira na FAB.

Tempos de luta, tempos bons, tempos que não voltam jamais.

Sim, a Escola. Voltei lá por duas ocasiões: primeiro em 1997, para um curso de instrutor, permanecendo por um mês; na segunda vez, por ocasião da formatura de uma das minhas filhas, a Charlene (que hoje está no DTCEA-GL), em 2003. A emoção tomou conta de mim. Desta fez estava acompanhado da minha mãe e do meu saudoso pai, como uma espécie de paga pela ausência deles em 1979. Entrei no alojamento que naqueles dois anos ocupei, e foi tudo como um filme na minha cabeça ao rever mentalmente toda a turma de 25 anos antes. A revista de pernoite, o alvoroço do toque de alvorada, o tempo exíguo para tudo, o corre-corre diário, a calma dos finais de semana, tudo.

Em 2001, fui a outra escola, o Ciaar, em Belo Horizonte, onde passei três meses na condição de aluno, numa condição similar à vivida na Escola de Especialistas. Nesta, como desafio pessoal, propus-me a ser o primeiro colocado do curso, o Zero Um, condição invejável. E fui, cabendo-me a honra de receber a espada das mãos do ministro da Defesa. Parti para uma outra etapa da minha carreira, não mais como praça, carreira esta com iguais complicados desafios, que, graças ao bom Deus, foram sendo vencidos um a um. Paralelamente a vida pessoal, esta… Isto é assunto para uma outra novela, mais dramática que essa grande primeira experiência, a minha segunda grande viagem, que, querendo Deus, haverei de contar ainda.

Esta foi a história daquele menino que um dia, sem ter preparação escolar adequada, fez um concurso; foi aprovado no limite; foi buscado lá nas brenhas pelo Francisco – que Deus o tenha -; viajou de avião, pela primeira vez, sentado num assento que era na verdade o vaso sanitário adaptado; quase ficou perdido no Rio de Janeiro; chegou a Guaratinguetá em pleno inverno trajando uma camisa fina de verão; lutou; quase foi reprovado; marchou; correu; suou; superou adversidades. Mas, porque Deus quis, venceu.

Obrigado, Deus; obrigado, minha mãezinha, pelas suas orações; obrigado, querida Escola. Eu jamais te esquecerei, meu grande jardim da infância.

Tudo isso ocorreu há mais de 30 anos. Naquele tempo eu era jovem e bonito. Hoje sou só bonito.

AS IDEIAS são estratégias importantes, mas o verdadeiro desafio é a sua execução.” Percy Barnevick
LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo! 
(BLOGUE do Valentim em 22nov.2011)

CINDACTA 2 fez 30 anos

“SUA segurança é nossa missão”. Na esteira deste lema o Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II), sediado em Curitiba (PR), completou em 1º de novembro, 30 anos de atuação. A unidade é responsável por controlar cerca de 30% do movimento de tráfego aéreo no Brasil.

Em cerimônia realizada no dia aniversário, personalidades civis receberam o título de “Membro Honorário da Força Aérea Brasileira” como forma de agradecimento pelos serviços prestados ao Centro.

No discurso de agradecimento aos presentes, o comandante do CINDACTA II, Cel Av Luiz Ricardo de Souza Nascimento, destacou a importância do comprometimento dos integrantes da unidade.

“Neste importante dia, tenho orgulho pessoal e grande honra em comandar esta equipe de militares e civis que não medem esforços para dar continuidade ao legado dos que nos antecederam” ressaltou o comandante.

Histórico – O Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II) é a unidade responsável pelo controle e gerenciamento do espaço aéreo da Região Sul, do Rio de Janeiro, de Mato Grosso do Sul e parte dos Estados de São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Espírito Santo.  Presta serviços de gerenciamento de tráfego aéreo, defesa aérea, informações aeronáuticas, meteorologia aeronáutica, telecomunicações aeronáuticas e busca e salvamento.

A unidade é um elo permanente do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (SISCEAB) e do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA).

(Fonte: Cindacta II)