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ANTHONY Quinn!

QUANDO o mexicano Anthony Quinn, nascido Antonio Rudolfo Oaxaca Quinn, fez “Barrabás” em 1961, já era um ator consagrado em muitos filmes. Quinn foi genro do célebre diretor Cecil B. de Mille, o que ajudou a alavancar sua carreira cinematográfica. Em sua filmografia estão registrados oficialmente 152 filmes.

É o ator que mais interpretou personalidades famosas. Foi Barrabás e o magnata grego Onassis; dentre outros gregos que interpretou está talvez o seu papel mais carismático: Alexis Zorba. Foi o pai de família problemático em “Um Sonho de Reis” e o combatente de “Canhões de Navarone”. Foi esquimó em “Sangue Sobre a Neve” (1960), e toureiro em “Sangue e Areia” (1941). Interpretou ainda Átila, o huno, em “Attila” (1954), um corcunda em “O Corcunda de Notre Dame” (1956).

 

Barrabás em 1961

Ainda em 1956 interpretou o pintor Paul Gauguin, contracenando com Kirk Douglas no papel de Vincent Van Gogh em “Sede de Viver”. Foi também um xeique poderoso de uma tribo árabe em “Lawrence da Arábia” (1962) e papa em “As Sandálias do Pescador” (1968).

No filme “A Vigésima Quinta Hora”, que demonstra o absurdo das ideias nazistas, ele faz o papel de um romeno católico que foi preso como judeu, cigano, revoltoso e até como um dos modelos perfeitos da genética ariana.

Ainda interpretou os papéis de índio norte-americano, mexicano condenado ao linchamento em “Consciências Mortas” e mafioso italiano, entre outros.

 

Em “Zorba, o Grego”, 1964

Anthony Quinn foi pai de 13 filhos em vários casamentos e ganhou dois Oscar como ator coadjuvante em “Viva Zapata” e em “Sede de Viver”. Nesta segunda película, ganhou o prêmio máximo de Hollywood por uma participação de apenas oito minutos, tempo somado de todas as suas cenas.

É o vencedor do Oscar que mais filmes fez ao lado de outros ganhadores do Oscar. Foram 46 no total, sendo 28 com atores vencedores do Oscar e 18 com atrizes ganhadoras do prêmio.

 

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LIBERDADE é uma calça velha!

LIBERDADE é uma calça velha azul e desbotada que você pode usar do jeito que quiser…

 

Quem de nós, na faixa dos 40 em diante, não ouviu essa música? Quem ainda lembra? Pois é, essa era uma das minhas prediletas, daquelas que a gente lembra até hoje. A tevê daquela época apresentava também, entre tantas lembranças boas, outras legais como aquele comercial em desenho da Varig no período de natal: …Papai noel voando a jato pelo céu, trazendo um natal de felicidade, e um ano novo cheio de prosperidade. Varig, Varig, Varig! A Varig, é verdade, faliu, mas a música ficou na nossa mente. Outro que faliu foi o Bamerindus, mas do rádio eu lembro da propaganda: O tempo passa, o tempo voa, e poupança Bamerindus continua numa boa…

As coisas de qualidade eram as importadas, e calça era lee – só um pouco depois veio a US Top da música -; óculos tinha de ser Rayban e toca-fitas (quem não lembra dessa velharia?) bom era só Road-Star; relógio de qualidade era da marca Seiko. O resto não tava com nada.

O vídeo acima é a abertura de Daniel Boone. Eu não perdia um. Até hoje lembro de Mingo (Ed Ames), o índio amigo de Daniel Boone, que dava nome à série, vivido por Fess Parker. E ainda co-estrelava Patricia Blair, que na série era a esposa de Boone.

 

O dublador era um show à parte, com a sua voz inigualável. Só agora, bem mais tarde, na vigência da internet que fui saber o autor daquela voz: Carlos Alberto Vaccari, já falecido, foi nosso colega de farda; talvez tenha sido, pela qualidade excepcional do vocal, um controlador de vôo. Respeitando outros dubladores como Orlando Drumond,  o seu Peru da Escolinha do Professor Raimundo, e Borges de Barros, o mendigo rico da antiga Praça da Alegria, além de muitos outros, feras,  a voz de Vaccari, para mim, não foi até hoje superada nesse trabalho. Era dele também a voz  impagável de Mingo.

“Versão brasileira: AIC São Paulo”. Essa era a apresentação da empresa que dublava a série para o Brasil, hoje já extinta. Essa fala não aparece no vídeo acima.

Enfim, apresento nesta postagem a todos – principalmente os da minha faixa etária ou mais – mais uma SESSÃO NOSTALGIA. Tempos bons!

“O homem é feito de tal modo que quando alguma coisa incendeia a sua alma, as impossibilidades desaparecem.” Jean de La Fontaine

 

LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

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MALBA Tahan!

Os dois amigos


(Continuação da postagem de 08set2017)

“CHEGARAM, certa manhã, às margens de um grande rio barrento e impetuoso, em cujo seio a morte espreitava os mais afoitos e temerários.

Era preciso transpor a corrente ameaçadora. Ao saltar, porém, uma pedra o jovem Mussa foi infeliz. Falseando-lhe o pé, precipitou-se no torvelinho espumejante das águas em revolta.

Teria ali perecido, arrastado para o abismo, se não fosse Nagib. Este, sem um instante de hesitação, atirou-se à correnteza e lutando furiosamente conseguiu trazer a salvo o companheiro de jornada. Que fez Mussa?

Chamou, no mesmo instante, os seus mais hábeis servos e ordenou-lhes que gravassem na face mais lisa de uma grande pedra, que perto se erguia, esta legenda admirável:

“Viajante! Neste lugar, durante uma jornada, Nagib salvou heroicamente o seu amigo Mussa”.

Isto feito, prosseguiram, com suas caravanas pels intérminos caminhos de Alá.

Alguns meses depois, de regresso às suas terras, novamente se viram forçadas a atravessa o mesmo rio, naquele mesmo lugar perigoso e trágico.

E, como se sentissem fadigados, resolveram repousar algumas horas à sombra acolhedora do lajeado que ostentava bem alto a honrosa inscrição.

Sentados, pois, na areia clara, puseram-se a conversar. Eis que, por motivo fútil, surge de repente grave desavença entre os dois companheiros.

Discordaram, discutiram. Nagib, exaltado, num ímpeto de cólera, esbofeteou brutalmente o amigo.
Que fez Mussa? Que farias tu em seu lugar?
Mussa não revidou a ofensa. Ergueu-se e, tomando tranquilo o seu bastão escreveu na areia clara ao pé do negro rochedo:

Viandante! Neste lugar, durante uma jornada, Nagib, por motivo fútil, injuriou gravemente o seu amigo Mussa”.

Surpreendido com o estranho proceder, um dos ajudantes de Mussa observou respeitoso:
— Senhor! Da primeira vez, para exaltar a abnegação de Nagib, mandaste gravar, para sempre, na pedra o feito heroico. E agora, que ele acaba de ofender-vos tão gravemente, vós vos limitais a escrever, na areia incerta, o ato de covardia. A primeira legenda, ó xeique, ficará para sempre. Todos os que transitem por este sítio dela terão notícia. Esta outra, porém, riscada no tapete da areia, antes do cair da tarde terá desaparecido, como um traço de espumas entre as ondas buliçosas do mar.

Respondeu Mussa:

— É que o benefício que recebi de Nagib permanecerá para sempre em meu coração. Mas a injúria, essa negra injúria… escrevo-a na areia como um voto, para que, se depressa daqui se apagar e desaparecer, mais depressa, ainda, desapareça e se apague de minha lembrança.”

Assim é, meu amigo. Aprende a gravar na pedra os favores que receberes, os benefícios que te fizerem, as palavras de carinho, simpatia e estímulo que ouvires. Aprende, porém, a escrever na areia as injúrias, as ingratidões, a perfídias e as ironias que te ferirem pela estrada agreste da vida.

Aprende a gravar, assim, na pedra; aprende a escrever, assim, na areia… e serás feliz!
Terminada a narrativa da lenda persa, o meu hóspede levantou-se vagaroso, reajustou a faixa que lhe apertava a cintura, e disse-me sem a menor sombra de afetação:

— Quero, meu amigo, aproveitar o tempo regando os canteiros deste belo jardim. Veja! As plantas estão secas e definhando. Precisam de muita água.

Continua… 

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VÍRGULA é vírgula!

MUITO já se falou acerca da importância da pontuação para a escrita. Sem a pontuação, cujo elemento mais abundante é a vírgula, certamente muita confusão ocorreria, visto que a língua escrita não tem os recursos de entonação de voz da língua falada. E nesta, quando paira alguma dúvida de entendimento, logo se faz correção. Ademais, se faz necessária a pausa para a respiração.

A clássica frase: ‘Moro só, com um criado’, do romance “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, sem vírgula, ficaria assim: ‘Moro só com um criado’. Como se vê, uma vírgula muda o sentido da frase.

Um zombador, falando, poderia mudar o sentido de uma pergunta: ‘Esse cachorro é seu, Parente?’ para ‘Esse cachorro é seu parente? Já escrevendo, não poderia sobrevir dúvida, desde que pontuasse corretamente a oração.

Sobre a vírgula, excelente a campanha dos 100 anos da Associação Brasileira de Imprensa.

“Vírgula pode ser uma pausa… ou não. 

Não, espere. 

Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro. 

23,4. 

2,34. 

Pode criar heróis.

Isso só, ele resolve.

Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução. 

Vamos perder, nada foi resolvido. 

Vamos perder nada, foi resolvido. 

A vírgula muda uma opinião. 

Não queremos saber. 

Não, queremos saber. 

A vírgula pode condenar ou salvar. 

Não tenha clemência! 

Não, tenha clemência! 

Uma vírgula muda tudo. ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação”. 

AINDA sobre a vírgula, coloque uma no período adiante: 

“Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de quatro à sua procura”. 

Se você for mulher, certamente o período ficará assim:

“Se o homem soubesse o valor que tem a mulher, andaria de quatro à sua procura”.

Mas se você for homem, o período ficará assim:

“Se o homem soubesse o valor que tem, a mulher andaria de quatro à sua procura.

Como se vê, a posição de uma vírgula pode mudar tudo”. 

A pontuação pode até mudar a história, pode representar a diferença entre a vida e a morte. Adiante vai uma informação ou conselho dado por uma pitonisa quando consultada pelos assessores de Alexandre, o Grande, antes de partir para uma de suas conquistas. A pitonisa escreveu em um papiro assim:

“Irás, lutarás, voltarás. Não morrerás lá”.

Alexandre foi, lutou, mas não voltou. Indignados, os assessores voltaram à pitonisa, que se defendeu:

– Como o mensageiro estava apressado, acabei por esquecer de pontuar. Na verdade, a informação ficaria assim:

“Irás, lutarás. Voltarás? Não. Morrerás lá”.


Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! 

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A HORA da asneira!

OUTRO dia alguém postou uma montagem no Facebook onde apareço em preto e branco, com cara de poucos amigos e olhar desafiador. Logo acima de minha cabeça a seguinte frase: meu saco está explodindo de ver tanta porcaria que vocês postam em meu nome nessa merda.

Quem colocou esse desabafo em minha boca certamente andou lendo, em seu mural citações como “dormir de conchinha é muito bom… Mas acordar olhando nos olhos e sentindo sua respiração…É SENSACIONAL…” atribuídas a mim.

Eu não daria um like neste post. À parte os clichês românticos, não me agrada a ideia de dormir de conchinha. Viro muito de posição durante o sono. E acordar olhando nos olhos e sentindo a respiração do outro só é SENSACIONAL depois de ambos terem escovado os dentes.

Sei que não sou a única a enfrentar o problema com textos apócrifos. Isso é bem comum na internet. Nesta semana mesmo o Verissimo declarou à revista Playboy que de cada cinco textos atribuídos a ele na rede ao menos quatro não são de sua autoria. Minha teoria é que isso não é obra de uma ação coletiva. Há um único autor por detrás dessas imposturas. Esse sujeito, que se passa por Jabor, Steve Jobs, Caio Fernando Abreu e tantos outros, ao contrário do que parece, tem alto senso crítico e estético. Ele sabe que seus lugares-comuns não se disseminariam sem uma grande assinatura.

 Há dezenas de páginas nas redes sociais relacionadas ao meu nome. Só uma delas tem quase 200 mil curtidores. Há também os aplicativos que se encarregam de espalhar “minhas frases” nos perfis dos usuários.  Os títulos desses programas são curiosos: Sua Dose de Clarice Lispector, Colhendo Clarice, Conselhos de Clarice. Claro que muitas postagens são fiéis ao que escrevi. No entanto, a seleção de um trecho fora de contexto faz com que muitas vezes eu soe como a sacerdotisa do equilíbrio e da bondade. Quer ver?

Em meu livro A Descoberta do Mundo há a passagem de uma crônica que diz: “Por que deve ser o nosso inimigo completamente mau, ou a vítima completamente boa? Ambos são criaturas humanas, como o que é bom e o que é mau. E creio que se apelarmos para o lado bom das pessoas teremos êxito na maioria dos casos”.

Essa não era minha opinião. Apenas a reprodução da fala de uma entrevistada do programa da BBC da Inglaterra, na Hora das Mulheres, sobre suas experiências como prisioneira de guerra. Minha opinião, contrária, vinha a seguir: “Sei o que ela quis dizer, mas está errado. Há uma hora em que se deve esquecer a própria compreensão humana e tomar um partido, mesmo errado, pela vítima, e um partido, mesmo errado, contra o inimigo”.

Um historiador do futuro que resolva estudar o mercado de literatura brasileira do início do século XXI, usando como objeto de análise apenas as redes sociais, há de concluir que eu e o Padre Marcelo somos a mesma pessoa.

A maneira correta de identificar a autenticidade de meus textos na rede é por meio das imagens. Se a citação atribuída a mim estiver acompanhada daquele tipo de foto, onde aparecem pessoas contemplando o pôr do sol com os braços esticado ao céu, desconfie.  

 

Não há pessoas mais vazias do que as que vivem cheias de si. Benjamin Whichcote

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

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FUCKING quer mudar de nome!

DEU no blog espanhol Impresiones


OS HABITANTES de “Fucking” já estão fartos de receber trotes telefônicos. Melhor ler a postagem original.

No inglês fica esquisito mesmo o nome do povoado austríaco

Ya están hartos de recibir llamadas chistosas. Los residentes del pequeño y apacible pueblo de Fucking, en Austria, cansados ya de recibir llamadas telefónicas ofensivas, votarán en estos días el cambio de nombre de la localidad. El pueblo lleva ese nombre desde el año 1070 y proviene de un personaje del siglo VI llamado Focko. El sufijo “ing” en una antigua forma germana de llamar a la gente, por eso el significado real de Fucking sería “gente de Focko”. Sin embargo los angloparlantes la relacionan con su significado en inglés, gerundio de la mala palabra “Fuck” (forma grosera de llamar al acto sexual y que se emplea como insulto y para maldecir). “Las llamadas de mal gusto han sido la gota que rebalsó el vaso”, comentó Franz Meindl, alcalde de Fucking, además de recordar que los carteles con el nombre del pueblo han sido objeto de robos por parte de turistas en busca de un suvenir. La propuesta con más adeptos es la que proclama que el pueblo debería llamarse Fugging. Historiadores afirman que en el siglo XVI se escribía con doble “g” y así es como reclaman que se reinstale la denominación. La última palabra la tendrán los habitantes. (Impresiones, Espanha)