NÃO vos escandalizeis!

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APÓS mais uma sessão de instrução física, rotina que na Base Aérea ocorria às terças e quintas, capitão Pacobahyba chega ao Serviço de Suprimento Técnico, setor do qual é chefe. Nessa terça-feira vem em caminhada tranquila, procurando recuperar-se do esforço físico praticado até minutos antes. Anseia agora por chegar ao prédio, a fim de tomar banho e fardar-se para o restante do expediente. Aproximando-se, vê que lá no armazém do térreo já estão dois de seus graduados, que, provavelmente faltaram à instrução; a saber mais tarde porque razão. Anotou de cabeça para depois saber o porquê.  Geralmente o oficial, homem sereno, não é de dar a mínima para o fala-fala da turma, com suas brincadeiras e causos, mas não lhe pode escapar, de quando em vez, que ouça sem querer a conversa de seus subordinados. É o caso de agora. Deteve-se um pouco reduzindo a passada.

— Estava aqui relembrando um caso, J. Pereira, que você contou outra vez, acho que quando era cabo. Faz tempo… — Gentil provocava assim, como quem não quer nada, que o João Pereira relembrasse um episódio antigo, sabendo da necessidade que as pessoas têm de conversar e de serem reconhecidas pelos seus feitos e testemunhos.

— Diga, homem, onde quer chegar.

— Sabe aquele caso do capelão, esse episódio bem que poderia dar um capítulo do meu próximo livro.

— Eu era já terceiro-sargento nesse tempo e servia noutra Unidade, numa outra cidade. Mas veja, Gentil, tornar público uma situação particular, que realmente aconteceu com um cristão, acho que não é uma boa ideia. Pode dar rolo, dar processo de justiça, essas coisas, no mínimo melindrar a família…

— Qual nada. Dou nomes fictícios, acrescento detalhes burlescos, invento provérbios engraçados, ponho um advérbio aqui e outro ali. No final, nem vai parecer que foi fato verídico, que aconteceu mesmo. Esses truques de escritor.

Truques de escritor, mas um escritor de meia-tigela, dizia de si para si João Pereira. Mas, o sargento, notando a aproximação furtiva do capitão Pacobahyba, meio que lisonjeado, começou a narrar com empolgação o seguinte:

Lembro de tudo perfeitamente como se o fato que principio a narrar houvesse acontecido ontem. Nesse tempo, eu trabalhava na Ajudância. Um de meus trabalhos era a parte de inclusão e alteração de dependentes e beneficiários, recebia as certidões, fazia o item para publicação em boletim, mandava a mensagem-rádio para a diretoria de saúde, aprontava declaração de beneficiários, depois fazia o ofício, e ainda alterava a ficha individual e o fichário de dependentes de cada um dos militares da Unidade, do coronel comandante ao cabo mais recruta. Ao que parece, essas tarefas não davam trabalho. Era o que eu pensava quando comecei lá, mas, veja que todo santo dia tinha alguém nascendo, alguém casando, alguém morrendo, alguém se divorciando, alguém completando maioridade, de forma que esse trabalho rotineiro me ocupava desde logo após o fora-de-forma da chamada até ao toque de reunir para a formatura de final do expediente, indo, não raro, além desses horários para deixar a papelada em ordem e em dia.

Era chefe da Casa das Ordens o Suboficial Jerônimo, quase trinta anos de serviço. Nesse dia em particular, uma sexta-feira, o chefe estava mais calmo, ele que, geralmente, era por natureza intransigente e autoritário. De lá do alto de sua mesa, que realmente situava-se num patamar superior, a partir do qual podia visualizar toda aquela turma de sargentos antigos, sargentos medianos e sargentos novinhos, cabos datilógrafos e soldados auxiliares, além de um taifeiro fora de função e três funcionários civis escreventes, sendo duas mulheres, o suboficial ia dando as ordens ou encaminhando, por meio de um soldado estafeta, os documentos que, aos montes, chegavam à seção a toda hora. Diversos eram os assuntos da rotina diária: partes pedindo férias ou afastamentos temporários, comunicação de viagens, escalas de serviço, ofícios externos vindos de algum comando superior ou diretoria, ofícios oriundos de algum juiz solicitando informações pessoas acerca de um ou outro militar, boletins externos com ordens e notícias diversas e tantos outros encaminhamentos, que faziam parte da rotina administrativa de pessoal militar. Jerônimo, após uma rápida vista, direcionava os expedientes para um ou outro responsável, sempre com uma recomendação ou orientação resumida conforme cada caso.

Igualmente, encaminhava as pessoas, militares ou civis que ali chegavam procurando solução para seu problema. Em meio àquele ruidoso matraquear daquelas vinte e tantas máquinas de escrever, num certo momento, ao olhar para a porta de entrada, vislumbra aquele senhor, já ido pelos seus cinquenta, à paisana, barba por fazer. O suboficial então, após uma breve cogitação, reconhecendo-o enfim, levanta-se, prestando-lhe a continência regulamentar, e lhe indica a direção em que ficava a minha mesa, apontando a minha figura com o braço direito.

Aproximando-se de mim o capitão José Ladeira Sobrinho — esse era seu nome completo — estendeu-me a mão para cumprimentar-me, ao que, disciplinadamente, respondi levando a mão direita em continência regulamentar, para, em seguida, lhe indicar a cadeira que estava à frente da minha mesa.

“Bom dia, meu irmão J. Pereira. Como vai?”. Cumprimentava-me como a um amigo de longa data.

“Peço que você não se escandalize com o que vou tratar agora”. Tirou do bolso uma carteira porta-cédula e dela extraiu dois retratos. Uma das imagens era a de uma jovem que aparentava, quando muito, uns quinze anos de idade, bastante graciosa. A segunda era a fotografia de outra jovem aparentando talvez mais dois ou três anos que a primeira; tinha no máximo dezoito anos. Era mais bonita que a primeira. Continue lendo

RUBEM Braga!

O Padeiro

RUBEM Braga

Fonte: Internet

LEVANTO cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento — mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o quê do governo.

Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

— Não é ninguém, é o padeiro! Continue lendo

AS SETE maravilhas do mundo antigo!

Reproduzo aqui o sítio português Cultura de Algibeira

PIRÂMIDE de Gizé

Fonte: Internet

HOJE em dia, falar das sete maravilhas do mundo, é algo confuso. Muitos países têm a sua própria versão, muitas instituições reconhecem diferentes monumentos como pertencentes a essa lista e, até quando uma empresa independente elegeu com a ajuda do público as novas sete maravilhas do mundo, houve polémica! Por isso mesmo, decidimos olhar hoje às maravilhas do mundo antigo, as primeiras a serem denominadas de tal forma.

1 – Grande Pirâmide de Gizé

Comecemos pela única maravilha que sobreviveu até aos dias de hoje! A Grande Pirâmide de Gizé foi construída entre 2584 e 2561 antes de Cristo no Egipto, estando localizada na Necrópole de Gizé. Curiosamente, além de ser a única maravilha resistente até aos dias de hoje, é também a mais antiga das sete que compõem a lista, tendo sido construída como um túmulo para o faraó Quéops.

2 – Jardins Suspensos da Babilónia

Apesar de fazerem parte da lista das maravilhas do mundo antigo, a existência dos Jardins Suspensos da Babilónia é incerta. Porquê? Porque não existe nenhuma descrição detalhada, nem nunca se encontrou nenhum vestígio arqueológico ligado ao mesmo. Tendo sido construído pelos babilónios ou pelos assírios em 600 antes de Cristo no actual Iraque, esta maravilha foi destruída após o século I por causas desconhecidas.

3 – Templo de Artemis

Construído na actual Turquia, o Templo de Artemis foi um trabalho conjunto de gregos e lídios em homenagem à deusa grega da caça, Artemis. Este foi o maior templo do mundo antigo, sendo constituído por 127 colunas de mármore com uma altura de 20 metros, sendo construído pela primeira vez em 550 antes de Cristo. No ano 326 antes de Cristo, este templo foi incendiado e consequentemente destruído por Heróstrato, que apenas procurava ser uma pessoa famosa e falada. O templo foi reerguido em 323 antes de Cristo por iniciativa de Alexandre, o Grande. Ainda assim, este foi novamente destruído, desta feita por um saque do povo godo. Hoje em dia, apenas uma coluna se mantém de pé em lembrança deste local histórico.

4 – Estátua de Zeus em Olímpia

A Estátua de Zeus em Olímpia foi esculpida pelo grego Fídias em 435 antes de Cristo, representado o deus grego sentado num trono. Esta escultura tinha 13 metros de altura e estava localizada no Templo de Zeus na cidade de Olímpia, como o nome indica. Antes da sua destruição, esta estátua foi desmontada e remontada em Constantinopla, a actual cidade de Istambul. Eventualmente, entre os século V e VI, esta maravilha foi destruída por um incêndio.

5 – Mausoléu de Halicarnasso

A quinta maravilha do mundo antigo pode ter um nome estranho, mas isso não tira qualquer valor e imponência ao Mausoléu de Halicarnasso. Sendo construído como uma tumba entre 353 e 350 antes de Cristo, esta estrutura tinha 45 metros de altura e foi manualmente adornada com relevos em redor de toda a sua estrutura. Este túmulo ficava localizado na actual cidade de Bodrum, tendo sido destruído entre os séculos XII e XV devido a sismos na região.

6 – Colosso de Rodes

Voltemos a falar de uma estátua, novamente construída na Grécia! O Colosso de Rodes foi construído entre 292 e 280 antes de Cristo na cidade de Rodes, tendo sido uma estátua do titã Hélio, personagem mitológica grega associada ao sol. Com 33 metros de altura, esta estátua foi construída para comemorar a vitória de Rodes contra o macedónio Antígono Monoftalmo, tendo acabado por ser destruída por um sismo no ano de 226 antes de Cristo.

7 – Farol de Alexandria

Por fim, a última maravilha do mundo antigo dá pelo nome de Farol de Alexandria! Construído entre 280 e 247 antes de Cristo, esta estrutura foi, como o nome indica, um farol que foi construído na cidade de Alexandria. Com uma altura superior aos 120 metros, durante muitos séculos foi uma das estruturas mais altas do planeta. Este monumento acabou em ruínas devido a múltiplos terramotos num período de 400 anos entre os séculos X e XIV. Caso tenhas interesse em ver partes deste monumento, algumas das suas pedras foram usadas para construir a Cidadela de Qaitbay que se situa no mesmo local em que o farol existiu durante muitos anos. (Cultura de Algibeira, acesso em 22fev2018)

Observem que nossos patrícios não seguem a tal reforma ortográfica, conservando sua própria forma de escrita.

Mera curiosidade linguística. 

SARGENTO J. Carlos!

2-08 Sala de aula

Sargento J. Carlos ministrando instrução vespertina (fonte: O Especialista em Revista nº 12)

JÁ FALAMOS sobre o Caveirinha e o Tarcísio, relembramos a RPM e a SABAP,  as muvucas e a Maria do Ceá, o rancho e o boi-ralado, o Romão e a Sandra Bréa, os tenentes Magalhães e Arrais, os galpões e as especialidades, as salas de aula e as instruções de CGA e TB, o “cessa o papo” e o “polegar que também é dedo”.

Também recordamos do Melô da Pipa, do 1088, do Djaci, do Martins, do Olímpio e do Macapá. Rememoramos pelas redes sociais os colegas mais lembrados, os episódios mais marcantes e lances mais pitorescos, que testemunhamos lá naqueles anos de 1977, 1978 e 1979.

De fato, são muitas lembranças lá da Escola, a Academia do Pedregulho, o Berço dos Especialistas de agora, como é conhecido hoje.

Por um esquecimento lamentável nos omitimos até aqui sobre a convivência entre nós, na Escola daqueles anos, do sargento J. Carlos, que foi nosso sargenteante, se a memória não me trai, da 15ª esqudrilha de alunos. A 15ª e a 16ª ficavam lá naquele prédio de trás, também conhecido com a fazendinha.

Antes tarde que nunca, conforme o ditado.

J. Carlos era o que hoje chamamos de paizão. Tratava o aluno mais displicente e relaxado como “Cabeça-de-porco”. Não nos incomodávamos com isso, pois sabíamos que, por trás daquela sisudez aparente, estava um sorriso, um conselho de amigo, um coração de grande ser humano.

Enfermeiro de especialidade, estava lá na função de infante, um homem com quem, desde os primeiros dias, passamos a estimar e a confiar. Estava ali não apenas um superior hierárquico, mas um mestre, um amigo, que viria a participar da nossa vida durante aqueles dois longos anos.

Cito como exemplo um episódio que ocorreu ainda no Básico.

O Martins, muito bom em Matemática, por uma razão que não sabemos bem explicar vacilou em Português, sendo por essa razão levado a conselho de ensino. Não lembro bem se foi essa a matéria e nem sei exatamente como funcionava os conselhos de ensino naquela época. Dizem, entretanto, que o brigadeiro comandante, antes de decidir a sorte dos alunos que deviam décimos ou centésimos para a média de corte, costumava consultar a parte posterior da ficha individual, exatamente onde constava se havia ou não punições disciplinares. Continue lendo

QUEM canta, seus males espanta!

O universo maravilhoso da música

MÚSICA brasileira 3

Fonte: Internet

NÃO sei dizer ao certo desde quando gosto de música. O amor pela música tenha nascido talvez ao ouvir e adormecer sob as primeiras cantigas de dona Maria Ferreira ao ninar seu primeiro filho, que é exatamente este escriba humilde que digita estas linhas. Mas as primeiras memórias me levam ao menino de quatro, cinco ou seis anos, idade em que morávamos numa área rural e tínhamos por companheiro fiel a nos divertir, distrair, entreter e informar unicamente o velho e enorme aparelho de rádio à pilha, que ficava em cima de um móvel. Televisão era para pouquíssimas famílias, ainda mais que lá naquele rincão amazônico não havia luz elétrica. Daí que travávamos conhecimento do que se passava pelo mundo através do velho radião e, quando muito, por algumas páginas de jornal que eventualmente chegavam à casa na forma de embalagem de sabão, mantimentos e outros produtos de consumo.

Era tempo da fecunda, musicalmente falando, década de 1960, um período em que marcou época o movimento musical conhecido por Jovem Guarda. Era também tempo dos Beatles, o célebre grupo inglês que muito influenciou a juventude no mundo inteiro, cujas canções os músicos brasileiros copiavam, com versões em português, que foram batizadas de “Iê iê iê”.

Foi nessa época, no tempo de gírias como “broto”, “pão”, “brasa” e “nossa amizade” que surgiram nomes até hoje conhecidos como Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Jerry Adriani, Vanderleia, Vanusa, Ronnie Von, Wanderley Cardoso, Renato e Seus Blue Caps, The Fevers, Reginaldo Rossi, Golden Boys e tantos outros representantes desse marcante movimento musical brasileiro.

ROBERTO Carlos

Roberto Carlos, imagem da década de 1960 (fonte: Internet)

Essa nova tendência musical dividia as programações radiofônicas da Rádio Marajoara com padrões de música mais tradicionais. Assim a gente também escutava e apreciava as vozes de Anísio Silva, Orlando Silva, Dalva de Oliveira, Cauby Peixoto, Carlos Galhardo, Emilinha Borba e outros artistas da Velha Guarda. Com o tempo as músicas desses artistas foram rareando nas ondas tropicais, em favor da Jovem Guarda e outros ritmos.

Eu me lembro muito bem da época, o tempo da lambreta.

Por conta da proximidade da região amazônica brasileira com os países do Caribe, Venezuela, Colômbia, as ondas de rádio nos traziam  igualmente as vozes musicais de cantores latino-americanos. Aprendemos então a gostar de artistas da qualidade de Bienvenido Granda, Augustín Lara, Pedrito Otiniano, Julio Jaramillo, Los Panchos. Os ritmos musicais paraenses, até hoje, recebem grande influência da música caribenha, sendo o merengue um estilo bastante apreciado nesse Estado brasileiro.  A lambada e a cúmbia também são até agora ouvidas e dançadas, tanto em idiomas originais como em versão.

MÚSICA estrangeira

Bienvenido Granda, cantor cubano radicado no México (fonte: Internet)

Portanto, vem de longa data essa relação entre este humilde escriba e a música de todas as épocas, ritmos e estilos.

Considero-me, por conseguinte, um bom ouvinte. Desde que a música seja boa.

Sou um apaixonado pela boa música e não tenho palavras exatas para defini-la. Já disse que a música é universal, a música é eterna, o dom da música é uma coisa extraordinária que Deus criou especialmente Ele próprio, e que, por um grande gesto de grande amor, achou por bem concedê-lo também a nós, seus filhos.  Ponto. Continue lendo

MENDES Porto, o popular Barrão!

BARRÃO nota de falecimento

EM TODO lugar, trabalho, escola, clube, há sempre um sujeito divertido, engraçado, quase sempre falastrão, que, mal o vemos e já, quase sem querer, abrimos um largo sorriso. Suas histórias – ou estórias – são sempre aumentadas, enfeitadas, espichadas e enriquecidas com detalhes burlescos, que, acompanhados de trejeitos exagerados e caretas, conduzem os ouvintes ao inevitável riso, e do riso se vai à estrepitosa gargalhada, deixando mais amenos os rigores do dia a dia. E isso só ele sabe fazer. Sujeitos assim, embora não sejam unanimidades, são úteis e necessários a um ambiente saudável e alegre, desde que suas piadas não tenham o fito de humilhar ou diminuir seu semelhante.

Durante o espaço de tempo em que passei pela Aeronáutica, esses trinta anos que se foram tão céleres que –- como dizia Oscar Niemeyer -– pareceram um sopro, testemunhei muitos fatos, histórias interessantes e insólitas. Episódios que aconteceram de fato, embora inverossímeis pareçam. Há outros que parecem enterro de anão: existem mas ninguém vê.

Outros há que, até podem realmente serem fatos, mas cada um que os conta, acrescenta um ponto, e o que era originalmente verdadeiro vira causo, folclore, anedota, estória de trancoso, ou qualquer outro nome que se dê.

Barrão, o primeiro logo após os dois meninos da primeira fila agachados

O escriba já viu muita coisa, mas claro que não viu tudo. Eu já vi ficha disciplinar de coronel de, com tantas punições disciplinares registradas, fazer inveja ao soldado mais alterado do quartel. Eu já vi coronel mandar pôr major, como castigo, na relação de pernoite. Eu já vi capitão sair às vias de fato com major.

Meninos, eu vi!

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