SARGENTO J. Carlos!

2-08 Sala de aula

Sargento J. Carlos ministrando instrução vespertina (fonte: O Especialista em Revista nº 12)

JÁ FALAMOS sobre o Caveirinha e o Tarcísio, relembramos a RPM e a SABAP,  as muvucas e a Maria do Ceá, o rancho e o boi-ralado, o Romão e a Sandra Bréa, os tenentes Magalhães e Arrais, os galpões e as especialidades, as salas de aula e as instruções de CGA e TB, o “cessa o papo” e o “polegar que também é dedo”.

Também recordamos do Melô da Pipa, do 1088, do Djaci, do Martins, do Olímpio e do Macapá. Rememoramos pelas redes sociais os colegas mais lembrados, os episódios mais marcantes e lances mais pitorescos, que testemunhamos lá naqueles anos de 1977, 1978 e 1979.

De fato, são muitas lembranças lá da Escola, a Academia do Pedregulho, o Berço dos Especialistas de agora, como é conhecido hoje.

Por um esquecimento lamentável nos omitimos até aqui sobre a convivência entre nós, na Escola daqueles anos, do sargento J. Carlos, que foi nosso sargenteante, se a memória não me trai, da 15ª esqudrilha de alunos. A 15ª e a 16ª ficavam lá naquele prédio de trás, também conhecido com a fazendinha.

Antes tarde que nunca, conforme o ditado.

J. Carlos era o que hoje chamamos de paizão. Tratava o aluno mais displicente e relaxado como “Cabeça-de-porco”. Não nos incomodávamos com isso, pois sabíamos que, por trás daquela sisudez aparente, estava um sorriso, um conselho de amigo, um coração de grande ser humano.

Enfermeiro de especialidade, estava lá na função de infante, um homem com quem, desde os primeiros dias, passamos a estimar e a confiar. Estava ali não apenas um superior hierárquico, mas um mestre, um amigo, que viria a participar da nossa vida durante aqueles dois longos anos.

Cito como exemplo um episódio que ocorreu ainda no Básico.

O Martins, muito bom em Matemática, por uma razão que não sabemos bem explicar vacilou em Português, sendo por essa razão levado a conselho de ensino. Não lembro bem se foi essa a matéria e nem sei exatamente como funcionava os conselhos de ensino naquela época. Dizem, entretanto, que o brigadeiro comandante, antes de decidir a sorte dos alunos que deviam décimos ou centésimos para a média de corte, costumava consultar a parte posterior da ficha individual, exatamente onde constava se havia ou não punições disciplinares.

ENCONTRÃO com J. Carlos

J. Carlos no Encontro de Veteranos que ocorre em julho na Escola (fonte: Facebook)

É aí que a coisa ficava feia. Martins já tinha ao menos um fim de semana no quartel como punição, que nós chamávamos de ‘impedimento’. O que fez o sargento J. Carlos? Mandou que o aluneante datilografasse outra ficha para o Martins, e este novo documento é o que foi apresentado ao comandante da Escola, livrando o amazonense do inevitável e temível desligamento do curso.

Esse era o J. Carlos.

J. CARLOS nosso sargenteante

Assim como, após a Escola, revi o sargento Rodrigues (o popular Caveirinha), o Tarcísio (não vou repetir o apelido), também tive a oportunidade de rever o sargento J. Carlos, que na ocasião já era suboficial. Isso foi em Manaus, lá na segunda metade da década de 1980. J. Carlos agora atuava na sua especialidade, Enfermagem, como aeronavegante de uma unidade aérea sediada em Campo Grande. Podemos então relembrar alguns casos daquela época boa.

Grande abraço, meu amigo J. Carlos, ou melhor, José Carlos de Oliveira. Muito obrigado, por tudo!

 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! 

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