WALTER Valentim Moreira!

WALTER Moreira e eu 1990

Fotografia histórica. Aqui ao meu lado em companhia de nossa sobrinha Stéphanie

 

CREIO que todos nós, tendo mais de um irmão, tenhamos maior afinidade com um deles em especial. Não se trata de desmerecer os demais, por evidente. É óbvio que estimamos a todos, aos quais só desejamos o bem.

Mas vamos ao meu caso.

Somos cinco irmãos, dos quais eu vim por primeiro a este mundo. Em seguida chegou o Walter e mais tarde nossa única irmã, a Antônia. Depois mais dois garotos: o Manoel Júnior e o Levy, o caçula da família.

Com certeza por termos convivido por mais tempo, tenho maior identificação com o Walter, que é apenas dois anos e meio mais jovem que eu. Nossa convivência foi mais estreita justamente em razão das idades próximas.

É exatamente esse irmão querido que nesta data especial completa mais um ano de vida. São agora 55 aninhos bem vividos.

WALTER Moreira

Nossa convivência, apesar de ter se restringido ao período da infância foi muito saudável. E é por esse detalhe, além das múltiplas qualidades pessoais de que meu irmão é possuidor, que eu estimo de maneira especial o meu amigo, irmão e companheiro Walter Valentim Moreira.

Walter é um sujeito alegre, divertido e brincalhão. Indivíduo responsável, além de bom filho e excelente pai e esposo. Geralmente quem possui tantas qualidades, certamente também é um profissional exemplar, além de contar com tantos amigos leais, porque as virtudes se estendem a todos os ambientes e situações e as verdadeiras amizades são naturais.

Aquela época, década de 1970, na nossa infância de meninos pobres, com certeza foi o melhor período de nossas vidas. Acredito que o nosso mais marcante período de convivência tenha sido exatamente quando, por ordem paterna, viajávamos para o interior do Pará. Nosso pai era agricultor e seu ofício principal se constituía em cultivar mandioca a fim de produzir a saborosa farinha de mandioca, ingrediente indispensável na culinária paraense. Diante disso, obedientes íamos ajudá-lo nas tarefas diárias, de onde o senhor Manoel Valentim Moreira tirava o nosso sustento.

Pode parecer ironia, mas, ao contrário da maioria dos outros garotos, exatamente no período de férias escolares íamos nós, já que nosso pai contava com mais dois braços (ainda que braços infantis) para as tarefas rotineiras, que eram plantar, colher, transportar o produto em lombo de cavalo, e mais tarde ajudar no preparo.

Enfim, uma trabalheira danada.

Apesar disso, nós não nos importávamos. Ao contrário, nós nos divertíamos, porque aquilo tudo para nós era um lazer, uma quebra de rotina. Naquele contato salutar com a natureza, andávamos a cavalo — com alguns coices e quedas –, tomávamos banho de igarapé (pelados, porque não tínhamos a maldade de adultos). Ao final do dia e início da noite, íamos à casa de nosso avô para que o velho contasse a todos seus divertidíssimos causos e aí dávamos boas gargalhadas. Éramos felizes.

Oh vida boa, meu Deus!

Ainda hoje relembramos as brincadeiras de infância dentre os episódios que marcaram a nossa infância, e minha mente não me deixa esquecer do Cabo Velho, da velha Idália e também do folclórico velho Damião, o matador de onças.

Quen, quen, quen… Quem disse que pinguim não sabe voar?!”

 

Walter e família

Aqui ao lado de Lídia, sua esposa, e suas belas filhas Vanessa e Valéria

 

Essa era uma delas, expressões inocentes que fazíamos com os braços imitando o andar de um pinguim enquanto falávamos. Era uma alusão ao vilão do Batman, dos anos 60 e 70, seriado de tevê que não perdíamos.

Coisas de garotos na melhor época da nossa vida.

Mas, como diz o velho adágio popular, tudo que é bom dura pouco. E essa felicidade para mim findou quando, já adolescente, tive que migrar para Guaratinguetá, a fim de ser incluído na Aeronáutica. Walter ficou, em companhia de minha mãe e de meus irmãos.

Aliás, ainda outro dia parei para pensar no seguinte: Walter foi o único que jamais se separou de nossa mãe, hoje com seus quase oitenta aninhos de idade. Sim. Além de mim, minha irmã Antônia, ainda que por período curto, morou por certo período na Inglaterra; meu irmão Manoel Jr., também por obrigações laborais, obrigou-se a morar em Marabá por algum tempo; e Levy, seguindo a minha carreira profissional, veio a ingressar na Marinha do Brasil, permanecendo afastado por isso longos anos da casa materna.

É a vida, com suas vicissitudes, que acaba por nos separar, levando a cada um de nós a trilhar seu caminho em busca do ganha-pão.

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Outra rara fotografia em que todos os irmãos estão reunidos ao lado da matriarca da família. Da esquerda para a direita: Walter, Júnior, dona Maria, Antonia, eu e Levy

 

Parabéns, meu irmão. Deus te abençoe abundantemente e em igual à tua família, continua sendo esse amigão e companheiro de sempre.

Mãe e filhos

Júnior, dona Maria, Antônia e Walter

 

Nós te esperamos aqui no Paraná dezembro próximo, querendo o bom Deus.

CELULAR EM 21abr2017 274

Ao lado da matriarca, dona Maria, de quem jamais se apartou

 

Obrigado por ser esse grande irmão e amigo.

L.s.N.S.J.C.! 

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