NUNCA é tarde para ser feliz!

BERNARDETE e Antonio

Antonio e Bernardete Moreira, por ocasião de enlace matrimonial a 30nov.2018 (arte de J. Bosco)

NA NOITE de 22 de novembro de 2008, sentindo-se sozinho, Antonio ajoelhou-se e pede a Deus que pusesse em seu caminho uma boa mulher. O que Antônio não sabia era que noutro Estado da federação, na desconhecida e longínqua Dois Vizinhos, Sudoeste paranaense, cidade que ele jamais ouvira falar, Bernardete, também solitária, pede aos Céus a companhia de um homem também bom e honesto.

Pois bem.

A quem pede com fé o Senhor não deixa em desamparo. Não tardou muito para que o bom Deus os atendesse. Isso foi exatamente no dia 22 de dezembro de 2008, quando, por meio da internet, ambos vieram a tomar conhecimento da existência um do outro, estabelecendo o primeiro contato. Algo diferente aconteceu no coração de ambos nesse instante a pulsar, pois sentiam que lhes dizia Deus aí estavam encontrando um inestimável tesouro.

Estabelecidos os entendimentos iniciais, logo viriam a se encontrar pessoalmente, sendo Bernardete apresentada à família do futuro marido. Porém havia um problema no incipiente relacionamento: a distância. Angustiantes inquietações pairaram no espírito dos dois. Teria essa relação como sobreviver a um afastamento de quase 3.500 quilômetros? Sendo ela do Paraná, professora municipal, e Antonio, um militar da Aeronáutica morador da capital paraense, como fariam para concretizar uma vida em comum? Sim, pois o amor se assemelha a uma flor, que, para se alimentar, precisa de água, ar, luz e calor.

Mas Deus é sábio e não faz nada pela metade. Nesse tempo, Antonio, por já possuir tempo de serviço suficiente para pedir aposentadoria, decide deixar sua família consanguínea e sua terra natal, partindo rumo ao sul do país, a percorrer sete estados brasileiros, e assim poder unir-se à sua amada. Chegava a Dois Vizinhos em 16 de abril de 2009, exatamente no dia de Santa Bernadete, para trocar de bom grado o açaí pelo chimarrão, a farinha de mandioca pela polenta e o bermudão pela bombacha, adotando a cultura local. Viveriam de forma a não mais a se afastarem um do outro, passando ele a fincar raízes em Dois Vizinhos, cujo padroeiro é Santo Antônio (ó que surpresa!), o mesmo santo de sua devoção.

Apesar de culturas diversas, diferenças de idade e de distintas origens, logo o casal descobriu ter mais coisas em comum do que suspeitavam, porque foi no cotidiano desses quase dez anos de convivência que Bernardete e Antonio foram se conhecendo melhor, descobrindo as muitas semelhanças entre eles. Esse amor entre os dois foi pouco a pouco, dia após dia, meses e anos, provado concretamente, quer nos momentos de dificuldade, quer nos períodos de bonança; em dias ensolarados ou em noites de tormenta.

Ambos com uma longa caminhada de fé, nada viria a ser fácil na vida dos dois. A eles, um casal de segunda união, embora felizes, faltava alguma coisa: o sacramento do matrimônio, a benção que tanto pediam ao Pai, necessária à felicidade plena da família verdadeiramente cristã. E tudo indicava que o bom Deus, em sua infinita misericórdia, haveria de os atender, porque há quatro anos, em primeiro de dezembro de 2014, chegava ao mundo a linda princesinha Alice Maria para fazer a alegria da casa, como a prenunciar o feliz dia de hoje, quando o casal perante Deus e seus amigos aqui presentes sela a feliz união.

Para atingir tal objetivo, restaria a cada um deles pedir à Santa Madre Igreja, que, mediante a luz do Espírito Santo, considerasse de plena nulidade os respectivos matrimônios. Dois longos processos, segundo o rito da Madre Igreja, foram iniciados. Passaram-se meses e ano, mas tanto Bernardete como Antonio jamais perderam a fé.

Um dia, depois de tantas idas e vindas, solucionou-se primeiramente o de Bernardete, cuja celebração anterior foi considerada nula. E quanto a Antonio? Será que desta vez o bom Deus teria providenciado apenas a metade e não a felicidade total de ambos? De que adiantaria a nulidade de apenas um dos cônjuges?

Muitas orações de ambos. Finalmente, em abril deste ano chegou o papel tão sonhado.

Alegria, festa, felicidade!

Não perdendo mais tempo, apressaram-se a planejar esta linda festa em celebração com os familiares e amigos presentes, a fim de, finalmente, obterem do Senhor Deus as bênçãos e os sacramentos tão almejados.

Portanto, a união de Bernardete e Antonio, sacramentada hoje, é o produto de uma grande graça alcançada de Deus.

Nunca é tarde para ser feliz. Mas tudo no tempo de Deus!

L.s.N.S.J.C.! 

4 comentários sobre “NUNCA é tarde para ser feliz!

  1. Que linda história! Amei ler esse testemunho da presença de Deus e do amor nas suas vidas Bernadete e Antônio. Assim, o autor feliz nos brindará com muitos lindos textos. Parabéns!

  2. Lisonjeado pelas palavras de carinho, prof. Anady.
    É verdade: Deus dá tudo que a gente pedir com fé, desde, é claro, que seja de Seu agrado. Em Bernardete encontrei finalmente a esposa, a namorada, a companheira, tudo na mesma mulher.

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