A VIDA é um sopro!

“Em pouco tempo formamos um grupo coeso e amigo. Todos juntos no correr das casas populares já construídas. O conforto era pouco: sala, dois quartos, banheiro e cozinha. Meu quarto era pequeno: um catre, um pequeno armário provisório e um banco como mesa-de-cabeceira. O resto era terra vazia, desprotegida, coberta de poeira nos tempos de inverno e de água e lama nos meses de verão. É claro que esses pequenos desconfortos se diluíam diante do trabalho que tanto nos ocupava. Mas ficava aquela sensação de fim de mundo, a lembrar a família e os amigos distantes, sem estradas e telefone. Apenas um pequeno rádio de campanha a nos servir. E tudo se agravava para os que lá estavam sozinhos, a imaginar como seria bom ter uma mulher do lado, com quem pudessem dividir suas angústias, e abraçá-la um pouco. E isso explicava muita coisa. Muita união escondida que aquele abandono justificava. (…) E as obras seguiram nos prazos contratados e Israel, seu braço direito, as comandava sem vacilações nem burocracia, com a coragem dos que sabem estar agindo bem. E nós a trabalhar de sol a sol, acompanhando JK altas horas da noite pela obras em andamento. Não havia tempo a perder e as construções se iniciavam, tendo apenas calculadas suas fundações. O resto, os detalhes das estruturas e da própria arquitetura, vinha depois, acompanhando o ritmo programado. E a ideia de JK — nossa, inclusive — não era de uma cidade qualquer, pobre, provinciana, mas de uma cidade atualizada e moderna, que representasse a importância de nosso país.” COUTO, Ronaldo Costa. Brasília Kubitschek de Oliveira, p. 128, 129

Oscar Niemeyer e o Palácio do Planalto (fonte: Google)

OUTRA vez, aqui nestas páginas, escrevi sobre a viagem ao Planalto Central que fizemos agora em janeiro último. Estivemos em Goiás e Brasília. Como sempre faço, costumo observar tudo através da lente da humanidade, incluindo aí o olhar crítico e sócio-político sobre as pessoas, sobre a paisagem e sobre a influência destas sobre aquelas. Vou anotando tudo mentalmente de forma que, ao regressar, não sou mais o mesmo homem da ida, eis que a bagagem cultural e intelectual se avoluma de tal maneira que enriquece o meu ser. Acredito que, de uma forma ou de outra, ocorra o mesmo com todos que passam por tais experiências, embora – por óbvio – nem todos se apercebam do fenômeno. Há, queiramos ou não, percebamos ou não, uma mudança interior. O indivíduo, ao sair de seu meio, regressa com um maior volume de bagagem cultural, intelectual ou até espiritual, ainda que não assim queira admitir.

O fato é que retornei de alma renovada ao sudoeste paranaense. Isso em mim é evidente, perceptível, claro e óbvio.

Faço esse longo introito para falar de crentes e não crentes como o grande brasileiro Oscar Ribeiro de Almeida Niemeyer Soares Filho, ou simplesmente Oscar Niemeyer. Dessa mesma viagem já falei da Trindade dos pioneiros religiosos como o devoto Constantino Xavier, que percorreu a pé 120 quilômetros conduzindo a medalha da Santíssima Trindade, dando assim início à devoção do Pai Eterno que já dura quase 180 anos; assim como também falei da Caldas Novas da megaempresária Magda Mofatto, declarada a parlamentar mais rica do Congresso Nacional, e que começou a vida como uma simples camareira de hotel. Bastante já escrevi sobre a Brasília de Juscelino, de Lúcio Costa e dos candangos pioneiros, uma saga, uma grande aventura, uma luta pela sobrevivência.

Mas é sobre a simplicidade, é a respeito da humanidade desse célebre arquiteto brasileiro, renomado nos quatro cantos do planeta, que gostaria de me ocupar nestas linhas de agora. Menos do arquiteto, que o mundo inteiro conhece, mais do homem simples, do irmão solidário e do amigo generoso.

É impossível visitar Brasília e ignorar suas obras. Conhecendo as obras é natural se interessar pela vida do profissional que as criou. Não se contente com apenas isso, mas – indo mais além – é necessário chegar ao homem, ao brasileiro e ao grande ser humano que foi Niemeyer. É assim que me debruço sobre muito do que já foi escrito e falado sobre ele. Volto, então, a reler os livros, a rever os vídeos e consultar a internet, após ter revisto parte de sua estonteante arquitetura, que fala por si mesma. No entanto, sobre suas obras, cito-as apenas como apoio argumentativo.

Niemeyer (fonte: Google)

Niemeyer era ateu. Isso todos sabemos.

Como já disse antes nestas páginas, chama-me a atenção a fala da guia de turismo que nos acompanha naquele 21 de janeiro, ocasião em que visitamos a Catedral Metropolitana de Brasília. Parece-me uma forma de depreciar o nome de Oscar Niemeyer quando ela enfatiza as convicções do arquiteto. De fato, é do conhecimento público que Oscar Niemeyer se declarava ateu. Ateu e comunista. Nenhuma novidade aí. Sobre ser comunista, leio que certa feita declara Fidel Castro:

Sólo quedaron dos comunistas en el mundo: Oscar e yo”.

Uma declaração desse quilate, vindo de quem veio, atesta o inarredável grau de convicção política de Niemeyer. Fidel queria muito levar Niemeyer em visita a seu país. Oscar nunca foi. Duas dificuldades: Cuba é uma ilha e ele – Oscar – morria de medo de viajar de avião. Talvez de navio, mas o fato é que o comunista brasileiro jamais visitou Havana.

Outra sobre o Niemeyer comunista:

“Sou convocado novamente pela Polícia Política. Iniciava-se a construção de Brasília. Comunico o fato a JK, que reage: ‘Você não pode ir. Tiram o seu retrato e não posso recebê-lo mais no Palácio’. Na minha frente, telefona para o general Kruel: ‘ O Niemeyer não pode ir à Polícia Política. É meu elemento-chave em Brasília’. Apesar disso, no mês seguinte, fui chamado a me apresentar. Sou levado para a sala de interrogatório, toda almofadada. Fazem-me as perguntas de praxe, PCB etc; no final indagam: ‘O que vocês pretendem?’ Minha resposta: ‘Mudar a sociedade’. ‘Escreva aí’, disse o policial ao negrinho que bate à máquina a entrevista: ‘Mudar a sociedade’. E este, voltando-se para mim: ‘Vai ser difícil’. Quanta ignorância!”

Voltando à guia de turismo. A pretexto de esclarecer sobre a forma inovadora da catedral, que deu ao seu autor o Prêmio Pritzker, equivalente ao Prêmio Nobel de Arquitetura, comenta ela:

Alguns guias, fantasiando, falam que lembra duas mãos postas, em oração, indicando algum significado religioso para o desenho da catedral, eu digo que nada tinha a ver com fé ou religião. Aí é apenas estilo de arquitetura. Dezesseis colunas que se apoiam, só isso. Gente, Niemeyer era ateu. Infelizmente, era ateu.”

Catedral Metropolitana de Brasília. Projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer, cálculo estrutural do engenheiro Joaquim Cardozo (fonte: BLOGUE do Valentim)

Opa! Será que estou ouvindo direito? Não escuto um mero comentário, uma inocente declaração, um simples esclarecimento. Escuto um juízo de valores, pior, uma condenação.

Tento reproduzir o comentário o mais fielmente possível. Se ela não disse exatamente essas palavras, foi próximo disso. Eu, porém, na qualidade de católico fervoroso, digo que, ainda que tenha sido ateu, isso não impede de ter sido a obra (essa e tantas outras) inspirada por Deus. Por esses mistérios insondáveis, que a nós não é lícito compreender, ao conceber em sua mente genial a catedral, embora por provável inconsciente, há um lampejo da inspiração divina.

Tento demonstrar aqui que uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa. Muitas vezes há mais solidariedade cristã na porta de um boteco ou dentro de um bordel que à saída de uma igreja, ouso dizer. Traduzindo: um ateu pode ser melhor cristão que tanto religioso por aí. Talvez seja difícil para alguém como ela conceber tal ideia.

Vamos aos fatos.

Leio que o ateu Niemeyer, durante sua longa e profícua carreira profissional, desenha mais de duas dezenas de templos religiosos. O primeiro deles foi a igrejinha de São Francisco, junto com mais outros prédios, naquilo que veio a ser conhecido como o Complexo Arquitetônico da Pampulha, a convite de Juscelino Kubitschek, prefeito de Belo Horizonte. Isso foi por volta de 1943.

Igreja de São Francisco de Assis, Pampulha, Belo Horizonte. Projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer e cálculo estrutural do engenheiro Joaquim Cardozo (fonte: Internet)

Niemeyer, homem probo e livre, gosta de curvas. Com certeza inspirado pela a paisagem do Rio de Janeiro, onde nasceu durante o governo de Rodrigues Alves, e se criou em Laranjeiras e Copacabana. Em menino, costuma ver nas nuvens objetos das mais diversas formas. Formado na Escola Nacional de Belas Artes, considera um desperdício não aproveitar a técnica do concreto armado na arquitetura, eliminando o uso da alvenaria. Passa a adotar em seus desenhos curvas e detalhes arredondados. A igrejinha de São Francisco de Assis é, nesse contexto histórico, a primeira a fugir do padrão de igrejas já construídas, apresentando a abóbada em parábola concretada, técnica só então utilizada em hangares. Inaugura assim aquilo que é o padrão de suas obras, aproveitando a plasticidade e a potencialidade do concreto armado – até então pouco explorado –, que permite formas ousadas, insinuantes, marcantes.

Sobre isso, diz Niemeyer:

“Para mim a Pampulha foi o começo da minha vida de arquiteto. (…) A curva me atraía. A curva livre e sensual que a nova técnica sugeria e as velhas igrejas barrocas lembravam.”

Vamos especular um pouco.

Talvez pela igrejinha lembrar um galpão ou hangar é que o conservador arcebispo de Belo Horizonte, Dom Antônio dos Santos Cabral, tenha se negado a sagrar o local destinando-o a sua finalidade. Apesar da insistência de JK, recusa-se a nomear pároco, em consequência, privando os habitantes católicos do bairro do conforto espiritual. Ou talvez tenha sido porque Dom Cabral, simpatizante da UDN, não simpatizasse com o prefeito Juscelino, neto de ciganos (Boa coisa não devia ser!) e alinhado politicamente com Getúlio Vargas. Ou mesmo porque a obra vem assinada por um ateu, além de comunista – ou melhor, por dois comunistas. Os murais e painéis são de Cândido Portinari, um comunista de carteirinha, embora católico. Como último recurso de forma a vencer a resistência de Dom Cabral, JK convida o religioso a visitar o complexo. Tudo vai indo bem, o arcebispo encanta-se e elogia tudo. Ao entrar na igreja, acaba por implicar com um simpático cachorrinho bem brasileiro, o irmão-cachorro, que Portinari desenha junto a São Francisco, e não o irmão-lobo, espécie pouco conhecida pelo povo.

“Um cachorro na casa de Deus? Isso é um escárnio à religião!”

É o que diz, escandalizada, a autoridade eclesiástica a Juscelino. Vira-lhe as costas e retira-se imediatamente do local. Por essa razão ou por outras, não declaradas — mas aqui consideradas –, o obstinado Juscelino, prefeito, governador, deputado e presidente, finalmente consegue a sagração da igrejinha somente em 1957, catorze anos depois, quando o sucessor do zeloso Dom Cabral, assume a arquidiocese de Belo Horizonte.

Catorze anos!

Apesar de Dom Cabral, o amigo-cachorro permanece lá a fazer companhia a Francisco.

Niemeyer, irmão e amigo generoso. Um dia pensa no que seria na vida, que profissão seguir. Nascido em família de classe média, natural que fosse médico, advogado, engenheiro, até mesmo militar. Se nascido de família pobre, nada disso lhe seria reservado. Mas, desde cedo inclinado às artes, opta pela profissão de engenheiro-arquiteto. O dinheiro, que poderia vir mais fácil por outras profissões, não é prioridade para Oscar. Em vez do feijão, escolhe o sonho. Não concebe a ideia de uma vida limitada a seguir ordens ou marcar ponto. A vida livre, as curvas e não retas. Contribuiu para esse modo de ver a vida o fato de ter nascido em família estruturada, neto que é de Antônio Augusto Ribeiro de Almeida, ministro do Supremo Tribunal Federal, que morre pobre e deixa de herança unicamente a casa em que morava com filhos e netos. Não fosse assim, teria sido o anônimo Oscar, igual a milhões de brasileiros.

Quanto ao futuro, como imaginar que seu nome chegaria a tão longe? Se Niemeyer está no lugar certo e na hora certa, somente o senhor tempo viria a dizer. No entanto, além das circunstâncias sociais, para as quais Oscar não contribui, suas decisões pessoais dão uma forcinha para o destino promissor, que, mal sabe ele no momento, chegaria com o passar dos anos.

Uma delas.

Formado arquiteto e com família constituída, Niemeyer procura Lúcio Costa e se oferece para estágio. Não precisava lhe pagar nada, bastando a aprendizagem. Desprendido, trabalha de graça, mas procura aí aprender com um de seus mestres, que inclusive foi diretor da Escola Nacional de Belas Artes. Sabe desde cedo que o livro é mais importante que o metal; o saber se sobrepuja ao dinheiro. Sem o saber, Lúcio Costa levaria Niemeyer a Juscelino, prefeito e idealizador da Pampulha, para mais tarde também levá-lo a Juscelino, o presidente construtor de Brasília.

Da Pampulha a Brasília; de Brasília para o mundo!

Como o menino Oscar podia saber o que viria? Não estaria Deus guiando os passos desse ateu e comunista convicto? Somente Ele dita seus próprios desígnios, por nós, meros mortais, insondáveis. Como todos nós, Oscar também não sabe o que virá. Não procurou por isso, e os acontecimentos sobrevém naturalmente.

Voltando à espiritualidade, esse ente por incompreendido. No episódio da Pampulha, quem faz a vontade do Senhor? Juscelino, o neto de ciganos, Niemeyer e Portinari, os comunistas, ou o arcebispo Dom Cabral? A resposta Deus o sabe, mas – ouso dizer cá comigo – creio que os primeiros.

Oscar, o amigo simples e generoso.

No escritório ele próprio, já uma figura consagrada, atende o telefone:

“Alô. É o Oscar!”

Um arquiteto mundialmente reconhecido como ele poderia simplesmente deixar a tarefa para a secretária ou para algum auxiliar. Não. Niemeyer, homem simples, nunca foi de frescuras.

“Conheço muito o doutor Niemeyer. Ele para para conversar comigo quase todo dia e dá dinheiro aí na rua para todo mundo.”

É depoimento de José Luiz da Silva, o flanelinha, que a uma esquina de distância, lavando carros no calçadão, aponta o escritório com o dedo.

Conta José Manoel da Silva, porteiro do prédio:

Pode subir. Ele é pessoa muito simples. Brinca com a gente, diz besteira. Uma vez eu falei sobre ele com um repórter, sem saber que o sujeito estava gravando. No dia seguinte, saiu tudo no jornal e ele me chamou no escritório para me assustar: ‘Olha aqui, ô filho da puta, você fica falando de mim para os outros por aí. Mas a entrevista ficou boa, hein’.”

Seu escritório é uma bagunça só, um festival, uma alegria. O centenário Niemeyer contraria a todos os médicos e profissionais da vida saudável, pois, apesar de fumante inveterado, amante do bom uísque e muitas noites de trabalho, chega a mais  de cem anos. 104, quase 105. Morre faltando apenas dez dias para 15 de dezembro de 2012. Talvez tenha sido porque não se preocupa com nada, além do essencial. Nem com dinheiro, não exigindo nada além do necessário para viver. É encarando a vida dessa maneira que arranja tempo para ajudar os amigos.

“Meu avô era intrinsecamente honesto e, tendo ocupado cargos importantes, morreu pobre, deixando para seus quatro filhos apenas aquela casa das Laranjeiras. E isso foi sempre muito importante para mim”

O trecho acima está no livro de Marcos Sá Corrêa. Convocado por JK, montou escritório em Brasília e chamou para acompanhá-lo “vários amigos que estavam na merda”.

Ainda do mesmo livro:

O centenário Niemeyer (fonte: Google)

“Levei dois jornalistas, o José Guilherme Mendes, que era médico, Eça, que não era nada, mas era meu amigo, um advogado, um oficial da Aeronáutica, um goleiro do Flamengo e outros ainda de profissões indefinidas. E foi muito bom, porque eles trabalharam e ainda me ajudaram a passar aquele tempo. Todos me foram úteis e a equipe se fez mais variada, a conversa mais versátil, o trabalho mais completo, cada um atuando dentro de suas próprias aptidões. Em pouco tempo formamos um grupo coeso e amigo. Naquele fim de mundo eu precisava de boa conversa. Com eles batia papo sobre outros assuntos, não precisava falar só de arquitetura. Todos juntos, num correr das casas populares já construídas. O conforto era pouco: uma sala, dois quartos, banheiro e cozinha. Meu quarto era pequeno: um catre, um pequeno armário provisório e um banco como mesa de cabeceira.”

Isso é um pouco – apenas um pouco — do ateu e comunista Oscar Ribeiro de Almeida Niemeyer Soares Filho. Tentei enfocar aqui sobretudo o humanista generoso, o amigo solidário, o grande brasileiro, para o quem a vida é apenas um sopro, mas que levou consigo essas virtudes, deixando para a humanidade, em concreto armado, suas obras imortais.

L.s.N.S.J.C.!

3 comentários sobre “A VIDA é um sopro!

  1. “Liguei a televisão. Passava a Escola de Samba São Clemente e o tema era ‘O Menor Abandonado neste mundo de ilusão’. E fiquei a escutar o canto, a lembrar a miséria que corre pelo nosso país, as crianças mais pobres a perambularem pelas ruas, dormindo sobre calçadas, enquanto outras, em número muito menor, usufruem todos os privilégios que o dinheiro permite” Oscar Niemeyer.

  2. É tanta coisa a se comentar depois de um belíssimo texto…mas vamos por parte. Detesto, que me perdoem eles, esse personagem inebriado pela mesmice que é o guia tuŕístico. Todos falam igual, dizem coisas absurdas e sempre propondo que sejamos idiotas ou alienados, que não temos um mínimo de discernimento ou autocrítica. E aqui no Ceará é muito pior, pois todos querem ser piadistas, por inventarem que aqui é a terra do humor, uma lástima de bobagens saem de suas bocas ignorantes.
    Vamos ao ateu. Certa feita estava eu a conversar com um padre antes da inauguração de um estabelecimento comercial ao qual ele iria abençoá-lo, quando falávamos sobre os problemas da Igreja Católica, sobre os preceitos e fundadores da sua ordem, já que ele era salesiano, portanto citávamos Dom Bosco, e ele se empolgando com meu conhecimento sobre o assunto. Só que lá prás tantas ele me provoca o lado fatídico ao perguntar a qual parôquia eu pertencia, eu disse, logicamente , a nenhuma. Ele, logicamente também, ficou horrorizado. Mas como, vc , um católico fervoroso, está afastado da sua paróquia? Eu disse: meu bom pastor, como um bom cristão, não sei mentir, na realidade não fui presenteado com l dom da fé…como assim, o que vc está dizendo? Indagou-me o bom pároco agora já entre escandalizado e raivoso? É mesmo o qje o sr está pensando, eu sou ateu. Foi como se eu dissesse a um judeu que sou nazista. O bom pastor simplesmente me deu as costas sem nem mesmo um “passar bem”.
    É assim que funcionam as coisas nesse mundão véi de meu deus.
    PS. Quanto ao grande arquiteto, o que esse reles escriba teria a acrescentar após esse seus preciso texto?
    Beijos, Parceiro, como me honra sua presença em minha vida.

  3. O comentário anônimo só poderia ser do meu amigo e camarada (redundância aí) José Augusto Moita. De fato, os guias de turismo acham que o turista é leso (como se diz no Pará). Quanto ao grande ateu e comunista Niemeyer, se dispensa comentários. Grande ser humano, mais confiável, muito mais, que muitos cristãos por aí, principalmente agora em que os cristãos colocaram esse mau brasileiro no poder. Grande abraço, meu amigo.

DEIXE um comentário!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s