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UFA!

OS VIZINHOS são os amigos mais próximos. Bernardete havia jogado na churrasqueira alguns pedaços de madeira para queimar e assim nós assarmos uma carne. Com tempo seco e vento, as tímidas chamas não tardaram a se formar numa grande labareda. Tudo estava tranquilo quando, passados alguns minutos, nosso vizinho, cuja casa fica mais embaixo, a uns trinta metros de distância da nossa, alarmado, dá um grito:

O dano material foi mínimo

“O beiral está pegando fogo!”

Entre surpreso e assustado com a informação, corri ao quintal e olhei para cima. O fogo já queimava o beiral, rente à chaminé da churrasqueira, que é de PVC, um material é altamente inflamável. Nesse instante, dei um grito à patroa, que imediatamente foi ao telefone para acionar os bombeiros.

Ao mesmo tempo, peguei uma mangueira d’água e apaguei o foco de origem, que era o material existente na churrasqueira. Sem saber em quanto tempo viriam os nossos heróis, e temendo que até lá o fogo já estivesse descontrolado, corri para cima com outra mangueira para, em vão, tentar apagar o fogo. Não adiantava, pois a água não tinha força suficiente para chegar até onde o fogo já ameaçava se alastrar.

Outra providência imediata por parte da patroa foi desligar a energia elétrica. Essas ações básicas foram possíveis porque, cerca de dois meses antes, ela e outras professoras haviam sido treinadas para essa emergência. Foi uma iniciativa salutar da parte da corporação de bombeiros da cidade, em convênio com a prefeitura municipal, a fim de remediar focos de incêndio nas instalações escolares. Toda a instrução dos bombeiros ainda estava fresca na cabeça da Bernardete, portanto. Santa instrução!

Logo eles chegaram e se puseram em ação, tomando todas as providências que uma emergência desse porte requer.

Agradecemos a Deus pelo nosso vizinho e por esses heróis, caros amigos soldados Gisele e Aparecido.

Ufa! Só um susto.

L.s.N.S.J.C.!

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MENSAGEM ao Alemão!

PACOBAHYBA chega apressadamente ao Serviço de Suprimento Técnico, do qual é o chefe, sobe a escada a passos rápidos, quase que a pular os degraus, abre a porta da chefia e vai direto ao reservado. À parede da sala uma única testemunha: o retrato do presidente, que posa garboso para a Nação.

O Alemão

Urge passar um importante radiograma para o Alemão, ainda que ele próprio esteja ali na parede com seus olhos azuis. Alguns segundos depois e seria tarde demais para pagar esse imposto que a natureza não dispensa e que, de uma forma ou de outra, cada sujeito tem que compulsoriamente pagar não importando a hora e lugar.

Isola-se enfim nesse momento único, necessário, aliviante e prazeroso de plena solidão. 

Aaahh! 

É exatamente aí onde a natureza se faz implacável a todos indistintamente, sendo rico ou pobre, homem ou mulher, jovem ou velho, magro ou gordo, preto ou branco, santo ou pecador, ilustre ou ordinário, comandante ou soldado. Todos — absolutamente todos — se apresentam iguais neste mundo porque ninguém, não importando classe social, sexo, idade, etnia, crença religiosa, conhecimento, patente, é capaz de sonegar tão sagrado imposto.