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NAS ASAS da Solidariedade

A FORÇA AÉREA Brasileira iniciou uma operação de ajuda humanitária às vítimas da seca na Região Amazônica. A ação inclui o transporte de alimentos, medicamentos e kits de higiene arrecadados pela Defesa Civil do Amazonas para os municípios atingidos pela estiagem.
Ao todo, serão transportados cerca de 600 toneladas de mantimentos para os pólos de recepção da Defesa Civil nos municípios de Tabatinga, Cruzeiro do Sul e Tefé.
Até esta quarta, a FAB já levou 338 toneladas, empregando duas aeronaves C-130 Hércules (1°/1° GT e 1° GTT) e dois C-105 Amazonas do 1°/9° GAv, num esforço aéreo de aproximadamente 150 horas.

A Operação Seca deve continuar até o dia 16 de outubro, minimizando problemas para cerca de 40 mil famílias do interior do Amazonas, cujos municípios que já se encontram em estado de emergência.

(Matéria extraída do Portal do Comando da Aeronáutica – http://www.fab.mil.br).
OUTRO GOLAÇO:
A CASA, que tinha móveis, fotos e histórias, foi inundada. A criança, que brincava de sonhos simples, reconheceu o pesadelo na superfície. Os adultos, que trabalhavam na terra ou iam de carroça até mais adiante, avistaram a desesperança numa onda forte e permanente. Os olhos de todos eles não enxergavam mais nada. Eram apenas espelhos retorcidos da água que corria, corria mesmo, em barulho devastador, lá embaixo. Como em uma tsunami, a destruir bem mais do que as paredes, a carregar olhares perdidos. Janelas também submergiram. São pelas janelas que se olha para o mundo. Apoiados em telhados ou em galhos de árvores, os olhares, em dor, acostumaram-se também a observar o céu. Não só para pedir clemência às nuvens, mas também por saber que ajuda poderia vir dos ares. Os rotores dos helicópteros ajudaram a mudar o som da tragédia. Em Pernambuco e Alagoas, as enchentes resultaram, no final de junho, em pelo menos 41 mortes, 115 mil desabrigados, 24 cidades em estados de calamidade pública e tantos outros desespero incontáveis. Atuações de militares e civis ajudaram a minimizar a dor de tanta gente.
A PARTIR do momento seguinte às cheias, a FAB empregou meios de vários locais do País, criando um corredor aéreo humanitário que atuou na urgência para resgatar 94 pessoas e depois na atuação com as consequências da enchente. Os profissionais de saúde da Aeronáutica já haviam atendido mais de três mil pessoas. Segundo os médicos, entre os assistidos destacam-se crianças e vítimas de cortes nas pernas e nos pés.

ALÉM deles, tripulações de diferentes esquadrões participaram do transporte de alimentos e remédios para cidades completamente isoladas com a destruição de acessos terrestres. Os militares, como havia ocorrido em Santa Catarina (2008), no Maranhão e no Piauí (2009), entregaram-se completamente à causa. Eles ficaram impressionados com a situação e não esquecerão o rosto das pessoas. “Só quem passou por lá e colocou a bota naquela lama é que pode dizer qual foi o sentimento e a dor que eles tiveram”, disse o Comandante da Operação, Major-Brigadeiro-do-Ar Hélio Paes de Barros Júnior.
(extraído do NOTAER nº 10, ano XXXIII, de 15jul.2010)

COMENTÁRIO do autor:
MUITO me orgulham ações humanitárias como essas, em duas regiões menos desenvolvidas deste meu Brasil.

Este escrevinhador pessoalmente já presenciou tantas ações como essas ao longo de sua carreira na Aeronáutica. É muito salutar que a sociedade brasileira como um todo soubesse do quanto colaboram nossas Forças Armadas, gente laboriosa e solidária, em favor das pessoas menos favorecidas, mormente em momentos dolorosos como os que castigaram nossos irmãos de Alagoas e Pernambuco, e agora gente da minha Amazônia.
LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
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BRASIL, um grande país!

RECEBEMOS esta mensagem pela Internet e repassamos aos amigos leitores deste espaço eletrônico. Se é vero não temos certeza, o que sabemos é que nós, brasileiros, geralmente agimos com baixa auto-estima em relação às coisas deste grande país, chamado Brasil. Eu também, por vezes, caio nessa de apontar as mazelas, porém me policio para ver e apreciar as tantas coisas belas deste meu Brasil, e também seu povo, acolhedor e pacífico.

LEIAM o que uma escritora holandesa falou sobre o Brasil.

‘OS BRASILEIROS costumam achar que o mundo todo presta, menos o Brasil. Realmente parece que é um vício,o próprio brasileiro falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas noutros países,o povo maximiza os positivos, enquanto no Brasil se maximiza os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.

Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo, ou de lavar as mãos antes de comer, ou servir comida. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.

Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal. E tem fila na porta.

Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.

Em Paris , os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de “Como conquistar o Cliente”.

Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo?

Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos…

Vocês, brasileiros, têm uma língua que, apesar de se parecer pouco com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não

conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da  língua Portuguesa.

Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças,  cultura, língua, etc… Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos  muitas razões para resgatar suas raízes culturais.

Os dados são da Antropos Consulting:

**1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.

**2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.

**3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade doRio de Janeiro foi considerada a mais solidária.

**4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.

**5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina .

**6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.

**7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão  estudando.

**8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.

**9.Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.

**10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México,  são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.

**11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros  executivos.

POR QUE vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?

**1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano? **

**2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?**

**3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?**

**4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários? **

**5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?**

**6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos  civilizados? **

**7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem? **

**8.Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando. **

É! O BRASIL é um país abençoado de fato.

Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.

Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.

Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar  toda gente.

Bendita seja, pátria amada, mãe gentil chamada BRASIL!!!!

(Esta bela mensagem, que fala de amor ao Brasil e do orgulho de sermos brasileiros, a recebi via correio eletrônico da professora BERNARDETE KLEINIBIG, que por sua vez a recebeu do professor de História e Geografia CARLOS ALBERTO BORGES).

Louvado seja o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo!

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FORÇAS Armadas marcam mais um gol na Copa da Solidariedade

FAB em mais uma missão!

AS FORÇAS Armadas Brasileiras continuam, neste fim de semana, a distribuição de alimentos, água e remédios para os municípios dos Estados de Alagoas e Pernambuco atingidos por fortes chuvas, que já deixaram 52 mortos e milhares de desabrigados.

UM DOS principais problemas da região é o acesso a áreas isoladas, uma vez que diversas pontes foram destruídas pelas águas.
Houve reforço da frota de helicópteros para atender a região – agora são nove equipamentos militares, dos quais seis foram disponibilizados pelo Exército, um é da Marinha e dois, da FAB. Também estão sendo empregadas 13 embarcações – sendo a maioria botes do Exército – para facilitar os deslocamentos nas áreas onde pontes foram interditadas.
A Aeronáutica intensificou o transporte de equipamentos e doações. Segundo a Defesa Civil, somente ontem, foram movimentadas 82 toneladas de carga.
(Yahoo, sábado, 26jun.2010).

UMA militar da FAB em mais uma ação de solidariedade
OPINIÃO do escriba:
MUITO me orgulha de ser brasileiro e de ser membro das Forças Armadas Brasileiras, em especial um fabiano.
O Brasil precisa saber mais sobre o valor de suas Forças Armadas e de seus valorosos membros.

L.S.N.S.J.C!
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REMO e Paysandu, o clássico da Amazônia!

Remo e Paysandu, 96 anos de história

POR FORÇA de nossas atividades funcionais na Força Aérea, moramos por mais de 30 anos em uns seis ou sete estados brasileiros. Escrevemos, portanto, embasado nessa experiência pessoal, aliada ao interesse por futebol, com ênfase ao do Pará, nossa terra querida.

O paraense se orgulha das coisas próprias do seu estado: a culinária regional, o Círio de Nazaré, o cupuaçu, o açaí, as férias no mês de julho e até a chuva à tarde. Mas, como o futebol corre nas nossas veias, uma peculiaridade se sobressai entre tantas outras: a paixão por Remo e Paysandu, onde quer que esteja o paraense.

Quando morávamos em Brasília, era razão de contentamento vermos lá na feira da Torre de TV a barraca do Pará, que se destacava ao longe, por exibir três bandeiras: do Pará, do Remo e do Paysandu. Era a única diferente, a ostentar tal particularidade.

DISPUTA recente de um Remo e Paysandu

Desfilando pelas superquadras com a camisa do Remo, muitas vezes éramos interpelado por outros paraenses (torcedores do Remo e também do Paysandu), naturalmente saudosos da terrinha, e isso para nós era razão de envaidecimento, ficávamos faceiro, como dizem os paranaenses. Perto da quadra havia uma mercearia, cujo proprietário era paraense, que também exibia as bandeiras de Remo e Paysandu, no meio a de Oriximiná, sua cidade natal do dono.

O paraense ama suas tradições e, quanto ao esporte bretão, contamos nos dedos comportamento igual de gente de outros estados do Brasil: Ceará, Pernambuco, Bahia, Paraná, Santa Catarina e, claro, o primeiro mundo futebolístico (SP, RJ, MG e RS). Nas demais unidades federativas não vemos esse amor do paraense, tratando-se de futebol; deslocam sua preferência a equipes consagradas no cenário esportivo nacional, como os quatro do Rio de Janeiro e os quatro de São Paulo, salvo poucas exceções.

A razão é simples. Nesses estados não há clássicos locais da qualidade e da tradição de um Remo e Paysandu (jogado desde 1914), Ceará e Fortaleza, Bahia e Vitória, Atlético e Coritiba, Ponte Preta e Guarani, e assim por diante, daí a grande parte do público interessado em futebol migrar para outras camisas consagradas nacionalmente como Flamengo, Corinthians, Santos, Palmeiras, Botafogo, Fluminense, Vasco, São Paulo e, no sul do país, Grêmio e Internacional. Espaço pequeno sobra, portanto, para prestigiar o clube local (da cidade ou do estado). Isso é um fato.

Alguém, nascido, criado e morando em Brasília, por exemplo, pode até a vir a torcer por um clube do Distrito Federal quando este passar a ter, eventualmente, algum destaque a nível brasileiro, como o fenômeno recente do Brasiliense – cuja febre já está passando, a nosso ver. Um amazonense, a no âmbito da sua cidade, até vem a torcer pelo São Raimundo, time que no Amazonas desbancou a dupla Nacional e o Rio Negro. Uma das causas da falência de clubes de futebol outrora tradicionais como Nacional (AM), Rio Negro (AM), Operário (MS), Desportiva (ES), e aí pelo interior do Brasil adentro, e também pelo Nordeste, foi exatamente a indiferença do público esportivo local, que, sem ver motivação nas equipes locais, migrou sua paixão para equipes do Rio e de São Paulo.

696 jogos de Remo e Paysandu

É um fato, fenômeno digno de estudos, que o brasileiro das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e, talvez o interior de Minas, tem simpatia por mais de um clube de futebol. Tem gente que tem um time em cada estado, sem exagero. Seu coração tende à equipe local – da cidade ou do estado – conforme justifique campanha do time, ou seja, sazonalmente, conforme a safra. No restante do tempo seu coração é preenchido pelo Corinthians, Palmeiras, Flamengo, Vasco etc.

Diferente é o gaúcho, povo cioso de suas tradições.  Gosta mesmo é do Grêmio ou do Inter, exemplo que deveria ser seguido pela maioria do torcedor brasileiro, independente de seu time ganhar ou perder.

Voltemos à terrinha amada. A nossa opinião é que não tem nada de o torcedor paraense (paraense, nós dissemos, e não um paulista ou carioca que esteja morando em Belém) estar ‘se rasgando’ pelo Palmeiras, Santos, Vasco ou Botafogo. O contrário não acontece, pois quando Remo ou Paysandu vão a outras praças recebem tratamento de apenas mais um adversário. Não são superestrelas, diferentemente do que ocorre a atletas de equipes do centro econômico do país.

Em razão da extrema rivalidade reinante no futebol paraense, é comum notarmos doses elevadas de exageros (com o perdão da redundância), coisa que nada soma ao nosso futebol. E, conforme a sua predileção clubística, existem profissionais de rádio – principalmente este veículo – que puxam mais para um em desfavor do outro, levando o ouvinte menos esclarecido a visualizar um quadro irreal. Como exemplo desse particular, uma equipe hoje pode ser excessivamente valorizada, conforme seus últimos resultados em campo, porém, bastando um resultado desfavorável – sendo esse resultado no clássico rei – para o quadro ser revertido, uma incoerência a ser corrigida. A opinião deve ser pautada pela coerência, já que um clube de futebol não é o melhor do mundo por ter vencido um ou dois jogos, nem o pior time quando perde; nem tanto ao mar nem tanto à terra. O cronista da década de 1960 já não convence tanto assim.

Um assunto polêmico. Voltemos à questão dos números, conforme já postamos neste meio eletrônico no último 5 de abril. Assunto quixotesco esse. Esse é o maior embate do mundo – não há dúvida – envolvendo dois clubes de futebol da mesma cidade, tradicionalíssimos rivais, que, segundo a mídia esportiva do Pará, vai chegar à edição de 706 jogos. Cremos haver um lapso nessa contagem, uma pequena diferença de dez partidas. Pela nossa pesquisa pessoal vamos chegar ‘apenas’ à edição de número 696, já que na contagem ‘oficial’ estão levando em conta jogos que efetivamente não ocorreram, os tais WO em que uma das equipes sequer compareceu a campo. Há outros jogos festivos, contrários às regras da International Board, órgão da Fifa, que também estão levando em conta. Nossos números estão embasados nos exaustivos trabalhos de pesquisadores como Júlio Lynch, já falecido, e Ferreira da Costa, presidente da Aclep.

Que no próximo Remo vs. Paysandu vença o melhor. Fiquem com o bom Deus. (transcrito do BloguedoVALENTIM, http://bloguedovalentim.blogspot.com)

DURMA-SE com um barulho desses!

‘O Sócrates é invendável, inegociável e imprestável.’ Vicente Matheus, ex-presidente do Corinthians, ao recusar a oferta dos franceses.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

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O VELHO esporte bretão

BOTAFOGO em 1906, tempos da bola marrom

NOS PRIMÓRDIOS o esporte bretão era o campo de jogo, uma bola marrom, 11 homens de cada lado com um arbitrando, tudo isso assistido por alguns, que com o tempo foi se tornando uma multidão.

CENTROAVANTE era centerforward, e goleiro era goalkeeper. Na camisa não havia numeração, mas não era problema, porque todo mundo conhecia todo mundo, e não havia essa de trocar de clube como quem troca de cueca. As senhoras iam ao campo de jogo torcer as luvas ou o lenço, de nervosas conforme as jogadas iam se desenrolando, daí os milhões de aficionados desse esporte serem chamados aqui no país da bola simplesmente de ‘torcedores’. Não havia cartão amarelo, e se um atleta era excluído da contenda, azar do time dele porque não tinha como fazer a substituição de outro jogador. Cartão vermelho só foi criado a partir da Copa do Mundo jogada na Inglaterra, por coincidência o país inventor do futebol – que era foot-ball.

ANTIGAMENTE, essa diversão tinha dia e horário: domingo às 5 da tarde.

Se o time estava ganhando, era só matar tempo – ou fazer cera – atrasando a bola para o arqueiro, que jogava para outro jogador e este lhe devolvia e assim o tempo ia passando. E isso era ruim, ainda mais para o time que estava em desvantagem no marcador.

Por que se tornou um esporte tão popular por estes lados do oceano? Uma das explicações para tal popularidade certamente é a simplicidade e o fato de não precisar de muita coisa, basta um espaço – rua, praça, campo que nem precisa ter grama – uma bola, e naturalmente dois times, que nem precisam de onze jogadores. Diferente do basquete, não precisa de local coberto, e para a meta, bastam duas pedras para servir de gol. Não havia camisas para todos? Sem problemas, joga um time de camisas contra um sem camisas.  Por essas razões, o esporte bretão se ajustou ao gosto das camadas mais humildes dos brasileiros, e por ser uma atividade em que a improvisação, a ginga, –  habilidade física e motora –  fazem a diferença, ficou à feição de nossa gente, habituada que sempre foi a driblar as vicissitudes da vida. Futebol não se aprende na escola. Quando muito, ela apenas aperfeiçoa alguns fundamentos.

Com o tempo o esporte foi evoluindo. Vieram os números na camisa, o cartão amarelo. A bola deixou de ser marrom, e hoje há bolas de todas as cores. Algumas regras também foram pouco a pouco acrescidas, como a proibição de o goleiro retomar com as mãos a bola atrasada, e também não a podendo reter por mais de seis segundos, e ainda a inclusão de mais bolas para reposição ligeira. Excelente, tudo isso ajudou a dinamizar o jogo: mais tempo de bola rolando.

PALCO do grande clássico do futebol paraense Remo e Paysandu

Com a profissionalização do esporte e o advento da televisão transmitindo jogos ao vivo e em cores, tudo foi mudando cada vez mais. Muitas coisas para pior. As camisas, que antes só mostravam o escudo do clube e o número do atleta, foram ganhando mais informações. Chegaram as propagandas, inicialmente somente nas costas e depois na frente, depois nos calções, nas meias, nos ombros e onde mais houver espaço.

Tudo bem que todos precisamos de dinheiro, ainda mais um clube de futebol, com despesas cada vez maiores. Mas, futebol até a meia-noite? Isso já é demais. Times que mudam de camisa todo ano, clubes que mudam até de cidade, equipes que mudam de nome conforme seja esse o desejo do patrocinador! Isso tudo está matando o futebol.

É o que acontece quando o esporte bretão deixou de ser diversão para ser apenas um negócio.

NESSE tempo se tinha amor à camisa

Cuidado para não matarem a galinha dos ovos de ouro. Tempos bons que não voltam mais, como dizia o Lilico.

DURMA-se com um barulho desses!

‘Jogador tem que ser completo como o pato, que é um bicho aquático e gramático.’ (Vicente Matheus, eterno presidente do Corinthians)

Vicente Mateus, ex-presidente do Corinthians, na Aeronáutica recebendo uma homenagem.

Caso tenha algo interessante para divulgar neste blogue, contate-nos: valentim1574@yahoo.com.br

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
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O GLORIOSO Botafogo

“HÁ COISAS que só acontecem com o Botafogo” –   tal expressão pessimista era muito propagada antigamente. Lembro-me até de uma música que dizia assim: “Se o Botafogo daqui é assim, imagine na Jamaica”. De fato, tudo dava errado para o time da estrela solitária, tendo amargado um jejum de 21 anos. Ainda bem que esse período funesto ficou para trás. Não sou torcedor do Botafogo, porém há times no Brasil que a gente acaba por adotar, e aquele Botafogo, o Glorioso, de Garrincha (caricatura) e Nilton Santos (estátua), ficará eternamente em nossos corações.

Adiante, como filho de um botafoguense, reproduzo um texto de autoria do internauta RAIMUNDO SODRÉ, um poeta nosso, paraense de Xapuri, radicado em Barcarena, Pará.

Guardo até hoje, integro, o sentimento do primeiro encontro. Foi no minúsculo estádio de General Severiano, na tarde do dia 10 de setembro de 1944. Tinha eu acabado de chegar de Xapuri (…) O Botafogo é bem mais que um clube – é uma predestinação celestial. Seu símbolo é uma entidade divina. Feliz da criatura que tem por guia e emblema uma estrela. Por isso é que o Botafogo está sempre no caminho certo. O caminho da luz. Feliz do clube que tem por escudo uma invenção de Deus”.

O Botafogo tem esta capacidade de suscitar insuperáveis paixões. De reger fidelidades, instituir amores. Ratificar loucas e imponderáveis opiniões.

Mas, “há sempre um pouco de razão na loucura”. Os meus porquês para este apego sem regras ao Botafogo, não são tão celestiais (ou são?) assim, como os do ilustre jornalista acreano. Estão ali do lado direito do campo. E nem vou contar com o Garrincha. Quando cheguei aqui, (vindo, assim como o Armando Nogueira, das terras encantadas do Xapuri), e tomei termo nesta Belém amada, o Garrincha já havia deixado o Botafogo (jogou no Botafogo de 1953 a 1965). O grande astro do alvinegro carioca, por aqueles dias, era o Jairzinho, que com muito vigor e estilo reiterava a missão sagrada de jogar na ponta-direita do Botafogo. Naquele tempo as jogadas de fundo, o talento exibido em espaços exíguos do campo, os guizas e os dribles curtos e devastadores ainda eram valorizados (depois veio o overlap, o ponto futuro, a tal da tática positivista, o obediente ‘Búfalo Gil’… e o ponta reduziu-se acanhado e sem sal, até sumir). Tanto que a crônica esportiva reconheceu que para atuar ali o jogador tinha que ter a essência, tinha que ter o dom. Tinha que ser um ‘ponta nato’. Tinha que nascer com a chama, com o brilho. E tinha que provocar espanto, deslumbre, êxtase e encantamento. O Botafogo, naqueles tempos, produziu uma sequência memorável de jogadores. Era de impressionar (e quem viu o jairzinho jogar na copa de 70, vai me dar razão. O cara arrebentou. Foi o nome, dentre os nomes daquela seleção. Parecia que estava possuído por uma força estranha. Fez gol em todos os jogos daquela grande conquista. Um fenômeno!).

Impressioneime e virei um botafoguense ali, ó, no jeito.

Logo depois do Jairzinho, o Botafogo lançou o Zequinha. Era o tipo do ponta serelepe. Sassariqueiro. Era um espetáculo. Dava gosto de ver o zequinha jogar. No templo sagrado do futebol, Zequinha jogava como se estivesse com a minha pariceirada, no sábado de manhã, lá no campo do Asas do Brasil. À vontade, muito à vontade para ir até a linha de fundo, cruzar e nos fazer felizes.

Por incrível que pareça!

‘No México que é bom. Lá a gente recebe semanalmente de 15 em 15 dias.’ Ferreira, ex-ponta esquerda do Santos)